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Economia e Emprego

Investimento em educação ajuda a combater inflação, diz Haddad

por Portal Brasil publicado: 14/02/2011 16h59 última modificação: 28/07/2014 14h12

O ministro da Educação Fernando Haddad defendeu, nesta segunda-feira (14), o aumento dos investimentos públicos em educação como forma de combater a inflação. A estabilidade dos preços depende, segundo ele, de uma agenda educacional capaz de formar recursos humanos. “Se não ampliarmos a oferta de pessoal qualificado, essa falta acarretará aumento no preço dos serviços em geral”, explicou.

O ministro participou, em Brasília (DF), da solenidade de posse da nova diretoria do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A educação profissional, apontou ele, é fundamental para suprir a falta de mão de obra qualificada no País. “Temos 81 escolas de educação profissional para inaugurar até o primeiro semestre de 2012”, revelou. Na cerimônia o ministro deu posse ao reitor do instituto federal do Ceará (IFCE), Cláudio Ricardo Gomes de Lima, como presidente do Conif.

Haddad aproveitou a ocasião para descrever a lógica do Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), cuja proposta é a de aumentar o número de formandos da educação profissional, a exemplo do que foi feito com a educação superior. “O programa replica, no âmbito da educação profissional, a agenda criada para ampliar o acesso à educação superior”, declarou Haddad, referindo-se a programas do Ministério da Educação (MEC), como o de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e o Universidade para Todos (ProUni), entre outros. 

De 1999 a 2009, o número de estudantes formados em cursos de educação superior teve alta de 195%, de acordo com o Censo da Educação Superior de 2009.

 

Emprego 

Pesquisas promovidas tanto pelo MEC quanto pela iniciativa privada revelam falta de profissionais qualificados e alta empregabilidade de pessoas com formação profissional — os técnicos de nível médio formados pelas escolas da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, por exemplo, têm 72% de empregabilidade. 

Outro estudo, A Educação Profissional e Você no Mercado de Trabalho, da Fundação Getúlio Vargas, revela que ter formação profissional aumenta em 48% as chances de uma pessoa em idade ativa ingressar no mercado de trabalho. 


Conselho 

O mais novo presidente do Conif, Cláudio Ricardo Gomes de Lima, foi aluno da Escola Técnica Federal do Ceará, hoje instituto federal do Ceará. Graduado em química industrial e mestre em engenharia civil pela Universidade Federal do Ceará, é também doutorando em geografia pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).

Ao assumir a gestão do conselho, ele pede mais professores e técnicos administrativos para a rede federal. “Queremos mais profissionais para expandir o ensino com qualidade”, disse.

O Conif congrega 42 instituições que integram a rede federal. 


Fonte:
Ministério da Educação

 

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