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Economia e Emprego

IPCA-15 de fevereiro fica em 0,97%

por Portal Brasil publicado: 22/02/2011 12h53 última modificação: 28/07/2014 14h13

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,97% em fevereiro, resultado superior ao de janeiro (0,76%). Considerando os últimos 12 meses, situou-se em 6,08%, muito próximo aos 12 meses anteriores (6,04%). Em fevereiro de 2010, a taxa havia ficado em 0,94%. Os números foram divulgados, nesta terça-feira (22), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O grupo Educação, com alta de 5,88%, apresentou a maior variação e maior contribuição de grupo (0,41 ponto percentual, que representa 43% do índice do mês). Esse resultado reflete os reajustes verificados no início do ano letivo, com destaque para os aumentos nas mensalidades dos cursos de ensino formal, que subiram 6,41 % e constituíram-se no item de maior contribuição individual do mês (0,31 ponto percentual). À exceção de Fortaleza, região metropolitana que não apresentou aumento em virtude da diferença da data de reajuste, as demais regiões situaram-se entre os 4,54% da região metropolitana de Porto Alegre e os 8,38% de Salvador. Nas mensalidades dos cursos diversos (idioma, informática etc.) a variação foi de 8,22%.

Ainda de janeiro para fevereiro, a aceleração do IPCA-15 também pode ser explicada pelos aumentos ocorridos nos Transportes (de 0,89% em janeiro para 1,04% em fevereiro). Isso se deve principalmente aos reajustes ocorridos nas tarifas dos ônibus urbanos, cuja alta de 3,37% levou à contribuição de 0,13 ponto percentual, individualmente a segunda maior do mês. Foram registradas variações nas tarifas dos ônibus urbanos das seguintes regiões metropolitanas: São Paulo (7,53%), Recife (6,29%), Salvador (5,04%), Belo Horizonte (2,94%) e Porto Alegre (1,22%). Além disso, entre outros aumentos, destacaram-se as tarifas dos ônibus intermunicipais (1,28%) e interestaduais (3,34%).

O grupo Despesas Pessoais (de 0,74% em janeiro para 1,17% em fevereiro) continuou sob influência dos empregados domésticos (0,91%), acrescentando-se os itens jogos de azar (6,37%) e cigarros (1,61%). Com isto, os produtos não alimentícios passaram de 0,62% de janeiro para 1,09% no mês de fevereiro.

Já os alimentos mostraram forte redução no ritmo de crescimento de preços, de 1,21% em janeiro para 0,57% em fevereiro. As carnes, com variação de -1,87%, ficaram -0,05 ponto percentual de contribuição, a mais intensa para baixo. Outros alimentos também ficaram mais baratos de um mês para o outro, com destaque para o feijão carioca (-11,66%), batata-inglesa (-9,15%), feijão preto (-4,43%), arroz (-1,38%) e frango (-1,17%).

Além dos alimentos, os grupos Habitação (de 0,60% em janeiro para 0,28% em fevereiro), Vestuário (de 0,83% para 0,13%) e Artigos de Residência (de 0,58% para -0,13%) também apresentaram redução nas taxas de um mês para o outro.

Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em São Paulo (1,23%), em razão, principalmente, da alta nas tarifas dos ônibus urbanos (7,53%). O menor foi o índice de Fortaleza (0,39%).

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados de 15 de janeiro a 11 de fevereiro e comparados com aqueles vigentes de 14 de dezembro a 14 de janeiro. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.

 

Fonte:
IBGE

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