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Economia e Emprego

Política de desenvolvimento produtivo deve priorizar competitividade industrial, diz BNDES

por Portal Brasil publicado: 23/02/2011 20h37 última modificação: 28/07/2014 14h13

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, defendeu nesta quarta-feira (23) que a segunda fase da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP) dê enfoque especial à competitividade da indústria manufatureira brasileira. Segundo ele, é preciso recuperar a presença do setor no cenário internacional. Coutinho destacou que há um "trabalho forte" do governo para que a nova fase da política seja anunciada em abril. 

Coutinho enfatizou que, desde 2006, houve uma reversão de quase R$ 40 bilhões no saldo da balança comercial da indústria de transformação. De acordo com o presidente do BNDES, parte desse movimento está relacionada à perda de capacidade competitiva da manufatura brasileira “diante de pressões muito acirradas no comércio internacional, onde outros competidores têm, de maneira às vezes desleal, feito ações muito agressivas de comércio”.

Coutinho também destacou que o setor privado pediu ao banco que haja sintonia, por parte do governo, no tratamento de cada uma das cadeias produtivas que deverão ser abrangidas na nova fase da Política de Desenvolvimento Produtivo.  

De acordo com Coutinho, entre os principais desafios da nova fase da PDP está a escassez de mão de obra qualificada nos diversos níveis no País. Segundo ele, para garantir ganhos de produtividade e de eficiência na cadeia produtiva nacional é preciso haver um “grande esforço de preparação e qualificação de trabalhadores não só no nível superior, mas também nos níveis médio e básico”. 

O presidente do BNDES disse que o governo espera iniciar, juntamente com o lançamento da segunda etapa da PDP, a operação do Eximbank brasileiro, que é uma estrutura administrativa com  objetivo de financiar e incentivar as exportações do País. Coutinho afirmou que o organismo funcionará como um “elemento de reforço à competitividade". 

O executivo do BNDES também confirmou que o banco vai receber um novo aporte financeiro por conta da prorrogação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), mas não quis falar sobre os valores envolvidos, embora já estejam definidos. Coutinho informou apenas que o anúncio será feito pelo Ministério da Fazenda. 

O PSI foi lançado em julho de 2009 para financiar, a longo prazo e com taxas de juros reduzidas, diversas áreas da indústria, principalmente máquinas e equipamentos. Inicialmente, a previsão era que o plano fosse encerrado em março deste ano.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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