Economia e Emprego
Salários médios de admissão aumentam 4,78% em 2010
Os salários médios de admissão no Brasil tiveram um aumento real de 4,78% entre 2009 e 2010, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta quinta-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A pesquisa mostra que o salário passou de R$ 795,81 , em 2009, para R$ 833,86, no ano passado.
Outro dado divulgado nesta quinta-feira foi o total de empregos criados no Brasil no primeiro mês de 2011: 152.091 novos empregos formais, o que representa uma expansão de 0,42% em relação ao estoque de dezembro. Esses colocam o mês de janeiro de 2011 como o segundo melhor da série histórica do Caged para o período, que começou a ser registrado em 1992. Leia mais sobre as admissões de janeiro no Portal Brasil.
Nos dados do Caged, os homens tiveram um resultados mais favorável na comparação de salários por gênero. Para eles, o aumento real do salário médio de admissão foi de 5,20%, frente ao aumento de 4,09% para as mulheres. Em conseqüência, a relação entre o salário real médio de admissão feminino versus masculino mudou de 87,96% em 2009 para 87,03% em 2010.
Além dessa comparação, o cadastro também avalia a tendência de crescimento nos salários médios de admissão, em nível nacional, que passaram de R$ 646,23 em 2003 para R$ 833,86 em 2010, correspondendo a um aumento real de 29,03%.
Com esse desempenho, houve uma elevação generalizada em todas as unidades da federação, com destaque para Rondônia (+62,19%), Piauí (+46,60%), Alagoas (+45,00%), Acre (+43,12%) e Maranhão (+42,36%). Por outro lado, as unidades da federação que obtiveram os menores ganhos reais foram o Distrito Federal (+13,64%), Amazonas (+16,56%) e São Paulo (+20,16%).
Lupi descarta desaceleração da economia nos últimos meses
Um crescimento de 0,8% na taxa de desemprego entre dezembro de 2010 e janeiro deste ano também foi divulgado nesta quinta-feira (24), pela Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítisca (IBGE). Já em comparação com o mês de janeiro de 2010, a taxa de ocupação subiu 1,1 ponto percentual. A diferença entre as pesquisas é que Caged indica as vagas formais criadas em todo o País; já o IBGE inclui postos formais e informais e analisa apenas seis regiões metropolitanas.
Para o ministro da pasta, Carlos Lupi, a redução da geração de empregos na comparação entre os meses de janeiro de 2010 e 2011 não significa desaceleração da economia. Segundo ele, o que ocorreu foi uma adequação do mercado.
“Não considero uma desaceleração. Nós tivemos em janeiro de 2010 um efeito de crescimento da contratação comparado com as demissões que tivemos em 2009. Então, muitas empresas começaram a recontratar empregados que haviam demitido anteriormente. Em 2010 foram mais de 2,5 milhões de empregos criados. O que vemos agora é uma adequação do emprego ao mercado de trabalho, ao resultado da economia a cada ano”, disse o ministro.
O Caged indica ainda que nos últimos 12 meses houve a criação de 2.107.619 postos de trabalho, equivalente à expansão de 6,23%, o melhor resultado para o período.
Segundo o MTE, os dados demonstram que a expansão do emprego no Brasil foi resultado da evolução quase generalizada dos oito setores da atividade econômica. Dois deles – serviços e extrativa mineral – apresentam geração recorde. Outros dois, por motivos sazonais, revelaram queda: comércio e administração pública.
Entre as unidades da federação, 21 aumentaram o nível de emprego em janeiro. Em cinco delas houve recorde, como nos estados de Goiás e Paraná.
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