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Economia e Emprego

Acordos ampliam orçamento da Finep em 50% e verba chega a R$ 6 bilhões

por Portal Brasil publicado: 18/03/2011 19h33 última modificação: 28/07/2014 14h14

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) firmou acordos com o  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e com Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat) e conseguiu ampliar em R$ 2 bilhões os recursos destinados ao financiamento com retorno de projetos de ciência, tecnologia e inovação em empresas brasileiras. Assim, o orçamento total da financiadora para apoio a empresas e instituições de ensino e pesquisa em 2011 passou de R$ 4 bilhões para cerca de R$ 6 bilhões.

Parte do reforço no orçamento, cerca de R$ 1,75 bilhão, virá do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), operado pelo BNDES, onde R$ 1 bilhão será repassado na forma de empréstimo. Os outros R$ 750 milhões são da linha de inovação do PSI e serão repassados pela Finep, que atuará como agente financeiro do banco. A financiadora também receberá R$ 220 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que serão aplicados em projetos de inovação tecnológica em micro, pequenas e médias empresas, em áreas consideradas estratégicas, como tecnologia da informação e comunicação (TICs), petróleo e gás, nanotecnologia, entre outras. 

A meta do presidente da Finep, Glauco Arbix, é duplicar a capacidade de crédito da financiadora, atingindo R$ 8 bilhões ao final de quatro anos. “Poucas instituições no mundo atuam da pesquisa ao crédito, como aqui. O Brasil precisa de um choque de inovação e a Finep será protagonista desse processo na condição de um banco de fomento”, afirmou. Ele citou as áreas de gás e energia, complexo de saúde, nanotecnologia e Tecnologia da Informação como prioritárias para apoio.

Na sua carteira de reembolsável (crédito), a Finep opera com taxas subsidiadas que variam entre 3,5% e 5% ao ano, dependendo do grau de inovação do projeto. Já os recursos do PSI serão operacionalizados pela Finep com base nas linhas do programa, que também opera com taxas fixas entre 4% e 5% ao ano para projetos de pesquisa e desenvolvimento nas áreas prioritárias da Política de Desenvolvimento Produtivo do governo federal. 


Fonte:
Finep

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