Economia e Emprego
BNDES ajusta suas políticas operacionais
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) promoveu um ajuste em suas políticas operacionais, que orientam as condições dos financiamentos concedidos pela instituição. A iniciativa pretende entrar em linha com as medidas de estímulo ao crédito privado de longo prazo e o novo cenário da economia brasileira pós-crise.
A principal modificação foi a redução de 10 pontos percentuais da participação máxima do BNDES nos financiamentos, abrindo espaço para que outras fontes de recursos possam auxiliar o banco na ampliação do crédito de longo prazo. O BNDES não chegará a financiar 100% de nenhuma linha ou programa, e o teto de 90% será utilizado nos setores mais prioritários, como apoio à inovação, micro, pequenas e médias empresas, subcréditos sociais e projetos específicos de infraestrutura no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Nos demais setores, a participação máxima vai variar de acordo com o nível de prioridade, mas será em média de 70%.
Além de ter uma participação maior nos projetos, o BNDES foi mais flexível durante a crise no financiamento a capital de giro, setor onde sua atuação é tradicionalmente bastante limitada. O banco chegou a criar um programa para financiamento de capital de giro puro, o Programa Especial de Crédito (PEC), encerrado no fim de 2009.
Agora, o banco vai limitar o capital de giro associado a projeto a 30% do seu valor. O pagamento deverá ser feito em até 48 meses, independentemente do prazo de execução do projeto. Anteriormente, o capital de giro associado podia chegar a até 50% do valor do projeto, e o prazo acompanhava o do financiamento ao investimento.
Outra modificação importante foi a ampliação do acesso de empresas à linha BNDES Automático. Desta forma, as companhias com receita de até R$ 90 milhões ao ano poderão recorrer aos agentes financeiros para acessar recursos do BNDES de forma automática em projetos de até R$ 20 milhões num mesmo ano. Anteriormente, o limite era de R$ 10 milhões.
Fonte:
BNDES
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