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Economia e Emprego

Apesar da alta dos alimentos, serviços são os que mais pressionam a inflação, diz economista

por Portal Brasil publicado: 01/04/2011 20h18 última modificação: 28/07/2014 14h15

De acordo com o economista Paulo Picchetti, coordenador do Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), passado o período de chuvas mais intensas, principalmente na região Sudeste, onde as condições climáticas prejudicaram a safra agrícola e empurram para cima os preços dos alimentos, a tendência, a partir de agora, é a regularização da oferta. Consequentemente, as cotações devem  ficar mais equilibradas no mercado, pressionando menos a inflação. O IPC-S é medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). A declaração foi feita nesta sexta-feira (1º).

O economista estima que a inflação deve fechar o ano em torno de 5,5%, acima do centro da meta oficial prevista pelo governo, de 4,5%. Nesta semana, o Banco Central divulgou mais uma elevação da expectativa dos agentes do mercado financeiro sobre o comportamento da inflação. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5% para 5,6%.

A grande ameaça à inflação, segundo o economista, não é o preço dos alimentos, mas sim, a valorização dos serviços em todos os segmentos. Ele cita que, entre eles, estão os reparos de veículos em oficinas mecânicas, contratação de trabalhadores para tarefas domésticas, cuidados com a beleza, reformas e construção de imóveis e serviços de hotelaria.

Na avaliação dele, no entanto, a elevação do IPC-S, em março, quando a taxa atingiu 0,71%, bem acima da variação registrada no início do mês (0,59%), foi provocada por fatores sazonais e, na maioria dos casos, associados às chuvas.

O IPC-S também sofreu o impacto da alta dos preços do etanol, que subiu de 7,51% para 9,32% entre a terceira prévia de março e o encerramento do mês. “O que explica essa elevação é o efeito das chuvas sobre o plantio da cana-de-açúcar”, apontou Picchetti. Com menos matéria-prima para o processamento, caiu a oferta do produto. O economista observou ainda que o etanol tem tido uma valorização crescente em razão da maior demanda nos postos de combustível de veículos bicombustíveis.


Fonte:
Agência Brasil

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