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Economia e Emprego

Relatório mostra investimento chinês no País

por Portal Brasil publicado: 14/04/2011 12h47 última modificação: 28/07/2014 14h16

Empresas chinesas anunciaram investimentos de US$ 37,1 bilhões no Brasil, totalizando 86 operações em novos negócios ou fusões e aquisições, no período entre janeiro de 2003 e janeiro de 2011. O levantamento é da Rede Nacional de Informações sobre o Investimento (Renai), que faz parte do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

A rede divulga relatórios semestrais de investimentos anunciados no Brasil mas, pela primeira vez, fez uma análise detalhada dos anúncios chineses. O levantamento também considera a base de dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

No período analisado, o setor de metais - incluídas as atividades de extração e de metalurgia – recebeu a maior parte dos anúncios de investimento (56,5 %), seguido pelos segmentos de petróleo, gás e carvão (28 %), energia elétrica (5,2%), automotivo (4 %) e logística de transportes (1,9 %).

Por unidade da federação, o Rio de Janeiro foi o principal estado a ter investimentos chineses divulgados (20%), com destaque nas áreas de petróleo e gás e metalurgia. Com relação aos investimentos que abrangem mais de um estado, o conjunto São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo teve destaque, com 19,2% de participação.


Regiões

Na análise por região, o levantamento mostra que o Sudeste foi o principal destino dos investimentos anunciados (67,1%), além de ter também uma participação conjunta de 11,7% com outras regiões, Sudeste/Nordeste (7,0%) e Sudeste/Centro-Oeste (4,7%). Considerando apenas os investimentos destinados ao Sudeste, os setores de metais e petróleo, gás e carvão corresponderam a 94,15% do volume anunciado. No total, foram 23 operações divulgadas.

Na região Norte, os principais anúncios foram para os setores de metais (67,5%), duas rodas (20,5%) e eletroeletrônicos (9,7%), num total de 35 anúncios. No Nordeste, os investimentos chineses anunciados foram destinados, principalmente, aos setores de metais (75,9%) e alimentação e fumo (14,5%). O número de projetos chineses previstos para essa região chegou a nove. Para o Sul, foram anunciados três projetos, sendo a maior participação para o setor de energia elétrica (91,3%).


2010

A maior parte dos anúncios mapeados pela Renai ocorreram a partir do segundo semestre de 2009, até o final do ano passado, sob a forma de aquisições de participação, em setores ligados à extração e à produção de matérias-primas, como petróleo e gás e mineração, além de infraestrutura. Em 2010, especificamente, os investimentos chineses anunciados no Brasil totalizaram US$ 17,17 bilhões, sendo US$ 4,08 bilhões em novos investimentos e US$ 13,09 bilhões em operações de aquisição.

Segundo o coordenador da Renai, Eduardo Celino, desse total, US$ 14,34 bilhões estão ligados a commodities (petróleo e gás e metais), o que evidencia a estratégia chinesa de garantir autofornecimento de matérias-primas. Os US$ 2,88 bilhões restantes destinam-se aos setores de infraestrutura – transmissão de energia elétrica – e de produtos manufaturados, como automóveis e máquinas e equipamentos. 

Dentre os setores identificados, o de petróleo é o que recebeu o maior volume de anúncios - US$ 10,17 bilhões. Nos outros setores de commodities, os investimentos anunciados alcançam cerca de US$ 4 bilhões em mineração e US$ 300 milhões ligados ao agronegócio (soja).


Fonte:
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

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