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Economia e Emprego

Com exceção do Norte, regiões brasileiras diminuem ritmo de crescimento da economia

por Portal Brasil publicado: 19/05/2011 16h22 última modificação: 28/07/2014 14h18

A economia brasileira passa por um momento de redução do ritmo de expansão da demanda por produtos e serviços e moderação no crescimento da produção. A avaliação é do Banco Central (BC), que divulgou nesta quinta-feira (19) o Boletim Regional, publicação trimestral que apresenta as condições econômicas por regiões do País.

Para o BC, esse freio na economia é resultado, principalmente, do processo de elevação da taxa básica de juros, a Selic, e das medidas macroprudenciais de contenção do crédito, adotadas no final de 2010. Atualmente, a Selic está em 12% ao ano.

De acordo com o estudo, a região Norte é uma exceção ao desempenho da economia do País. A região apresentou “dinamismo expressivo no primeiro trimestre do ano, ressaltando-se a aceleração, na margem, do ritmo de expansão da indústria, estimulada pela robustez da demanda interna e pelo crescimento das exportações”. O Índice de Atividade Econômica Regional – Norte (IBCR-N), calculado pelo BC, registrou aumento de 4,2% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, considerados dados ajustados para o período.

A região Nordeste registrou desempenho negativo na indústria, menor expansão das vendas varejistas e eliminação de empregos formais. Com esse cenário, o IBCR-NE cresceu 0,5%, nessa mesma base de comparação.

De acordo com o BC, “o ritmo de crescimento da economia da região Centro-Oeste vem apresentando diminuição no início de 2011, movimento associado, principalmente, ao desempenho negativo da indústria”. O IBCR-CO aumentou 0,6% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro, quando cresceu 1,8%.

No Sudeste, como reflexo da manutenção no ritmo de expansão das vendas varejistas e o recuo na produção industrial, o IBCR-SE cresceu 0,9%.

Na região Sul, houve retomada do crescimento industrial e impacto da evolução favorável dos indicadores do mercado de trabalho sobre o comércio varejista. O IBCR-S cresceu 1,3% no trimestre encerrado em fevereiro, em relação ao finalizado em novembro.


Fonte:
Agência Brasil

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