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Economia e Emprego

Unidades de conservação podem render R$ 2 bi a populações locais a partir de 2016

por Portal Brasil publicado: 18/05/2011 20h03 última modificação: 28/07/2014 14h18

O livro Contribuição das Unidades de Conservação para a Economia Nacional, lançado nesta quarta-feira (18), Dia Internacional da Biodiversidade, revelou o potencial econômico das unidades de conservação (UCs) - áreas naturais protegidas pelo poder público com o objetivo de manter recursos naturais considerados importantes. A pesquisa apontou que as reservas podem gerar lucros e atividades produtivas para populações locais.

A obra revela que a visitação nas unidades de conservação federais e estaduais pode alcançar um público de cerca de 20 milhões de pessoas em 2016, o que pode gerar uma renda de R$ 2,2 bilhões no mesmo ano. Já os 67 parques ecológicos nacionais já existentes - que também são UCs - têm potencial para gerar entre R$ 1,6 bilhões e R$ 1,8 bilhões por ano. Isso acontecerá somente se o potencial destas UCs for explorado e confirmadas as expectativas do número de turistas até 2016.

As UCs impedem a realização de algumas atividades comerciais, porém, podem gerar movimentação financeira nas economias dos municípios. Segundo o estudo, em 2009, a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) ecológico repassada aos municípios que abrigam UCs, foi de R$ 402,7 milhões. Quanto maior a extensão e o número de áreas protegidas no município, maior é o montante repassado de ICMS ecológico ao município. A receita suplementar aumenta o orçamento municipal, e provoca efeitos secundários sobre o desenvolvimento local, como o turismo.

Atualmente existem 698 UCs criadas e geridas pelos governos federal e estadual e 973 reservas particulares do Patrimônio Natural (RPPNs). O Ministério do Meio Ambiente (MMA) calcula que, para desenvolver as UCs, seriam necessários gastos anuais de R$ 550 milhões, para o sistema federal, e de R$ 350 milhões, para o conjunto dos sistemas estaduais, cerca de R$ 600 milhões para investimentos em infraestrutura e planejamento, e R$ 1,2 bilhão, nos sistemas estaduais. Segundo o Ministério, o próximo passo é criar novas possibilidades para as comunidades que vivem dentro das unidades de conservação.


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