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Agência de classificação de risco elogia política econômica e eleva nota do Brasil

por Portal Brasil publicado: 20/06/2011 17h26 última modificação: 28/07/2014 14h27

O Brasil é um país seguro para receber investimentos financeiros internacionais, tem uma economia robusta e deve continuar crescendo nos próximos anos. A avaliação é da agência de classificação de risco Moody's Investors Service, que melhorou a nota do Brasil de Baa3 para Baa2, “com perspectiva positiva”. 

De acordo com comunicado da Moody's, a mudança na classificação se deve aos “últimos ajustes da política econômica que indicam um desenvolvimento mais sustentável do cenário macroeconômico e melhoria nos indicadores fiscais de médio prazo”. Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a melhora indica a “robustez” da economia brasileira. 

O rating (nota de classificação) indica para os investidores a capacidade de o país e empresas saldarem seus compromissos financeiros. Em abril, a Fitch, outra agência de classificação de risco, já tinha melhorada a nota do Brasil, de BBB- para BBB. A última vez em que a classificação de risco do País havia sido alterada pela Moody's foi em 22 de setembro de 2009, quando a nota foi atualizada de Ba1 para Baa3. 

O documento divulgado pela agência de risco destaca que a nova classificação do Brasil se dá em função das evidências de continuidade na condução das políticas macroeconômicas e do ativo gerenciamento da dívida pública, com baixa exposição à taxa de câmbio e juros. O documento cita ainda a baixa suscetibilidade a crises associada à expectativa de cumprimento das metas fiscais para 2011 a 2014, assim como às perspectivas de crescimento econômico para os próximos anos. 

Mantega e a presidenta Dilma Rousseff receberam a notícia enquanto participavam de reunião da coordenação política, no Palácio do Planalto. “Foi uma coincidência porque eu estava falando disso com a presidenta e a coordenação, mostrando que a economia brasileira começou o ano fazendo um ajuste para desacelerar um pouco enquanto outros países estão tentando acelerar e hoje a economia brasileira já está crescendo a uma velocidade de cruzeiro de 4,5% ao ano”, disse ele. 

Segundo o ministro, a presidenta Dilma demonstrou satisfação com a avaliação da Moody's. 

Por meio de nota, o presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, disse que a decisão da Moody's é o reconhecimento da consistência da política econômica brasileira ao longo dos anos e da melhora dos fundamentos do País, “alcançada por meio das políticas de metas de inflação, câmbio flutuante, acúmulo de reservas internacionais, responsabilidade fiscal e solidez do sistema financeiro”.

 

Nota do Brasil pode subir de novo 

De acordo com o comunicado da Moody's, a perspectiva positiva prevê a possibilidade de novo aumento da nota nos próximos 12 ou 18 meses, desde que o crescimento econômico seja moderado, em taxas mais baixas, mas sustentável, e as autoridades se mantenham dispostas e capazes de cumprir as metas orçamentárias de médio prazo. Se isso não ocorrer, a perspectiva é que o Brasil seja mantido no nível atual Baa2. 

Na última quarta-feira (15), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o risco de o Brasil deixar de pagar suas dívidas é menor do que o dos Estados Unidos. Neste caso, o ministro se referiu a outro tipo de avaliação feita pelo mercado financeiro, chamada Credit Default Swap (CDS), uma espécie de seguro usado por investidores como proteção contra o risco de o devedor não ter condições de quitar suas obrigações.

 

O que é classificação de risco 

O "rating" é uma avaliação sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. Essa avaliação é feita por empresas especializadas, chamadas agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam maior ou menor risco de o país parar de pagar suas dívidas, quando se considera que entrou em "default". 

Para publicar uma nota de risco de crédito, especialistas dessas agências avaliam a situação financeira do país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada e fontes oficiais e acadêmicas.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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