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Economia e Emprego

Brasil manterá no G20 posição contrária ao controle de preços

por Portal Brasil publicado: 14/06/2011 17h54 última modificação: 28/07/2014 14h27

O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Wagner Rossi, já tem em mãos o texto básico da proposta sobre a criação de mecanismos de estabilização dos preços agrícolas. O assunto será discutido em Paris, França, na reunião do G20, no próximo dia 22. 

Wagner Rossi disse que está estudando o documento e manteve a posição brasileira contrária a qualquer tipo de controle de preços.

“Só há uma maneira de estabilizar os preços agrícolas: é aumentar a produção. E o Brasil é um dos poucos países que pode conseguir esse resultado com aumento da produtividade, sem agredir o meio-ambiente”, afirmou. 

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgaram estudo que prevê um cenário de alta nos preços das commodities na próxima década. 

Wagner Rossi afirmou u que o Brasil aceita discutir formas de regular os produtos financeiros lastreados no comportamento futuro dos preços agrícolas. “É claro que quem compra, hoje, um papel atrelado à variação dos preços das commodities agrícolas está apostando na alta”.

Ele reconheceu que esses produtos financeiros podem contribuir para a instabilidade das cotações das commodities agrícolas. Segundo o ministro, o Brasil é a favor de outro ponto da proposta francesa: a criação de um estoque mínimo para garantir a segurança alimentar dos países mais pobres. “Existem hoje 1 bilhão de pessoas que não se alimentam adequadamente no mundo”, justificou.

O ministro disse que não vai levar ao G-20 a questão dos subsídios agrícolas concedidos pela União Européia à sua produção agropecuária. Mas, lembrou que esses subsídios também criam dificuldades para a estabilidade dos preços agrícolas.

De acordo com Rossi, a posição brasileira não é a de competir com os produtores europeus, mas conseguir condições mais favoráveis para suprir a demanda por importação da União Européia. “Nós somos a favor do livre comércio por uma razão muito simples: o Brasil é mais competitivo em nove de dez produtos agropecuários em qualquer mercado”, disse.


Fonte:  
Ministério da Agricultura

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