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Economia e Emprego

Dilma considera decisão dos EUA de aprovar fim de subsídios ao etanol como avanço

por Portal Brasil publicado: 17/06/2011 20h50 última modificação: 28/07/2014 14h27

A presidenta Dilma Rousseff considerou como um avanço a decisão aprovada na quinta-feira (16) pelo Senado dos Estados Unidos de acabar com os subsídios ao etanol, embora isso não tenha efeito imediato sobre as exportações brasileiras. A declaração foi feita nesta sexta-feira (17).

“É um avanço porque, pela primeira vez, aparece claramente uma posição que reconhece que há incentivos, subsídios, um protecionismo excessivo”, disse, após participar do lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2011/2012, em Ribeirão Preto (SP). “Não posso dizer qual a eficácia disso, mas tem um fator simbólico importante.”

O Senado norte-americano aprovou o fim dos subsídios ao etanol produzido a partir do milho nos Estados Unidos, o que pode vir a fortalecer as exportações do produto brasileiro, extraído da cana-de-açúcar.

Embora represente uma mudança na posição do Senado dos EUA, a decisão ainda precisa ser aprovada pela Câmara dos Representantes. Depois, o assunto será encaminhado para a sanção pelo presidente Barack Obama. Em outras ocasiões, ele já se posicionou contra o fim imediato dos subsídios.

Com a emenda aprovada pelo Senado, os EUA devem revogar os subsídios para a indústria do etanol. Com isso, será eliminada a tarifa de US$ 0,45 por galão de etanol misturado à gasolina e mais a taxa de importação de US$ 0,53 por galão de etanol.

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, também elogiou a decisão do Senado dos EUA de aprovar a revogação dos subsídios para o etanol. O valor do crédito fiscal chega a US$ 6 bilhões por ano. Mas, segundo o chanceler, ainda há um “longo trâmite a percorrer” até a decisão final. “[O governo brasileiro] aprecia [a decisão tomada pelo Senado dos Estados Unidos] porque atende a uma reivindicação antiga”, disse Patriota.

A questão nos Estados Unidos envolve interesses regionais. As regiões agrícolas são contrárias à decisão aprovada pelos senadores, enquanto as demais são favoráveis.

O Brasil é o segundo maior produtor mundial de etanol. Os EUA são ocupam o primeiro lugar no ranking.


Fonte:
Agência Brasil

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