Economia e Emprego
Indústria paulista gera 14,5 mil vagas em maio, diz Fiesp
A indústria paulista de transformação abriu 14.500 vagas de emprego em maio, número que representa crescimento de 0,54% sobre abril, sem ajuste sazonal. Descontados os efeitos sazonais, o índice ficou em 0,16% no mês. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (14), pelo Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
No acumulado do ano, já foram gerados 116.500 novos empregos em relação a 2010, o que representa crescimento de 4,5% de janeiro a maio, ainda prevalecendo a forte participação das atividades ligadas a açúcar e álcool. Em maio, foram abertas 5.319 vagas no setor, o que demonstra recuo significativo em relação ao mês anterior, quando foram contratados 30 mil trabalhadores.
Segundo a Fiesp, a diminuição das contratações no setor de açúcar e álcool sinaliza para uma tendência estrutural, por conta do aumento da mecanização da colheita.
“A pesquisa de nível e emprego não aponta para resultados negativos na produção e no emprego, mas indica acomodação para o próximo período do ano, com mais sacrifício para o setor produtivo”, explicou o assessor de Assuntos Estratégicos da Presidência da Fiesp, André Rebelo.
Segundo ele, essa perspectiva leva em conta as medidas tomadas pelo governo para garantir a inflação no centro da meta estabelecida para 2011/2012. “O fraco desempenho do mês maio pode ser explicado pelo conjunto da obra, resultante da combinação entre a restrição do crédito, aumento considerável da taxa Selic, o real valorizado e um menor crescimento da massa salarial”, avaliou.
Segundo Rebelo, o efeito do aumento da taxa Selic na produção ainda não aconteceu em sua plenitude. “Teremos um segundo semestre mais duro para a indústria”, disse. Para o assessor da Fiesp, esses fatores levam a indústria a um crescimento na produção abaixo de 3% ao final de 2011. “O emprego vem junto, por isso não alteramos nossa estimativa de 2,7% para o índice de contratações. Teremos um crescimento modesto no próximo período”, previu.
Setores e regiões
Dos setores analisados pela pesquisa, 15 tiveram comportamento positivo, seis ficaram negativos e um permaneceu estável. Fabricação de Coque, Petróleo e Biocombustíveis, concentrou a maior expansão, com 2,4%. Em seguida, vieram os setores de Produtos Diversos (2,2%), Produtos Alimentícios (2,0%). Os setores que registraram queda foram Couro, Artigos de Viagem e Calçados (-3,2%) e Confecção de Artigos Vestuário e Acessórios (-0,8%).
Quanto ao comportamento das Diretorias Regionais, a maioria (23) computou alta no quadro de funcionários em maio, entre elas, Matão (8,58%), Araçatuba (3,65%) e São Caetano (3,00%). Já as três regiões que registraram as maiores baixas foram Botucatu, com recuo de 2,58% nas contratações do período, Jau (-1,56%) e Santos (-1,16%) nas contratações do período.
Fonte:
Fiesp
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