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Economia e Emprego

Cidades com menos de 500 mil habitantes são as que mais crescem, aponta IBGE

por Portal Brasil publicado: 15/07/2011 17h03 última modificação: 28/07/2014 14h28

O movimento migratório da população dentro do País nos últimos anos estimulou o crescimento das cidades com menos de 500 mil habitantes, muito embora as grandes cidades continuem concentrando parcela expressiva da população (aproximadamente 30%). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, o ritmo de fragmentação do território, por outro lado, foi menos intenso que nas décadas passadas, uma vez que apenas 58 municípios foram instalados, contra 501 nos anos 1980 e 1.016 nos anos 1990.

O instituto divulgou nesta sexta-feira (15) uma análise dos deslocamentos populacionais no País nos últimos anos, cujas principais conclusões apontam para a inversão nas correntes principais nos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, a redução da atratividade migratória exercida pelo estado de São Paulo e o aumento da retenção de população na região Nordeste.

Analisando a evolução do crescimento dos municípios, é possível verificar que 27% deles —a maioria com até 10 mil habitantes— perdem população e, do ponto de vista do desenvolvimento, representam espaços estagnados. Entre esses, quase todos tiveram, no ano de 2008, Produto Interno Bruto (PIB) per capita muito baixo. No estrato de municípios com decréscimos populacionais, quatro cidades consideradas de porte médio podem ser destacadas: Foz de Iguaçu (PR), Ilhéus (BA), Lages (SC) e Uruguaiana (RS).


Perfis de crescimento

Com crescimento nulo ou baixo (até 1,5% ao ano) surgem cerca de 46% dos municípios. O que justifica esse desempenho, segundo o IBGE, são os níveis mais baixos da fecundidade e a pouca atratividade populacional exercida por esses espaços, perfil encontrado em 23 cidades consideradas de grande porte.

Nesse conjunto, prevalece a combinação de PIB baixo e áreas muito adensadas. Por exemplo, os núcleos das nove tradicionais regiões metropolitanas, no período, registraram taxas abaixo de 1,5% ao ano, sendo que Porto Alegre apresentou o pior desempenho, com taxa de 0,4%. Rio de Janeiro e São Paulo tiveram variações próximas a 0,8%.

Na faixa de crescimento entre 1,5% e 3% ao ano aparece algo próximo a 19% dos municípios, basicamente de tamanho médio e com PIB um pouco mais elevado, quando comparado ao estrato anterior. Nesse grupo também se encontram 15 cidades de grande porte, sendo nove capitais (Brasília, Manaus, Goiânia, São Luís, Maceió, Teresina, Campo Grande, João Pessoa e Aracaju) e seis do interior (São José dos Campos, Ribeirão Preto, Uberlândia, Sorocaba, Feira de Santana, Joinville).

Entre as cidades com altas taxas de crescimento (8% do total), nenhuma possui mais de 500 mil habitantes.


Movimentos específicos

Segundo o IBGE, o tema migração tem incorporado novos quesitos a cada Censo desde os anos 1970, período em que aprofunda a internacionalização da economia e sociedade brasileiras. No geral, aponta, os últimos cinco censos incorporaram a maioria dos quesitos relevantes para o estudo das migrações internas.

Um dos desafios atuais é estimar números sobre brasileiros que vivem no exterior e de imigrantes internacionais vivendo no Brasil, já que parte significativa desses fluxos migratórios é constituída do que se convencionou chamar de “ilegais” ou “clandestinos”. Para o IBGE, os chamados “movimentos pendulares” também precisam de novas abordagens, pois explicações focadas somente nas condições econômicas e educativas não conseguem explicar totalmente a complexidade do fenômeno.

O Censo Demográfico de 2010 abordou pela primeira vez a emigração internacional de brasileiros. Já a PNAD Contínua, que se encontra em fase de planejamento, pode vir a detalhar os movimentos pendulares no seu questionário básico e ter um módulo periódico sobre migrações, tratando sobre trajetórias migratórias, redes sociais, motivação e perfil educacional e laboral.

A publicação completa pode ser acessada na página do IBGE.


Fonte:
IBGE

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