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Economia e Emprego

Tesouro capta US$ 500 milhões no exterior com menores juros da história

por Portal Brasil publicado: 08/07/2011 11h18 última modificação: 28/07/2014 14h28

O Tesouro Nacional conseguiu captar US$ 500 milhões de investidores norte-americanos e europeus com taxa de juros de 4,188% ao ano – o menor valor da história para emissões no exterior. O dinheiro veio da emissão de títulos da dívida externa com vencimento em janeiro de 2021, feita nessa quinta-feira (7).

O governo pega dinheiro emprestado dos investidores internacionais por meio do lançamento de títulos da dívida externa com o compromisso de devolver os recursos com juros. Isso significa que o Brasil devolverá o dinheiro daqui a dez anos com a correção dos juros acordada, ou seja, de 4,188% ao ano.

Taxas menores de juros indicam menor grau de desconfiança dos investidores de que o Brasil não conseguirá pagar a dívida. Para papéis de dez anos, a menor taxa até agora tinha sido de 4,875% ao ano, obtida em duas captações, em abril e julho de 2010. A emissão de hoje foi o primeiro lançamento de títulos da dívida externa no ano. As últimas operações tinham ocorrido em setembro e outubro do ano passado.

Segundo o Tesouro Nacional, a demanda pelos papéis brasileiros permitiu conseguir juros mais baixos no mercado. A procura, informou o governo, foi maior que a oferta de títulos, mas os técnicos não divulgaram o valor exato.

A diferença entre a taxa do título brasileiro e dos títulos do Tesouro americano foi 105 pontos, também a menor da história. Os títulos norte-americanos são considerados os papéis mais seguros do mundo. Segundo técnicos do Tesouro Nacional, a proximidade da faixa indica que a dívida brasileira está cada vez com menos risco de calote.

O Tesouro poderá ainda ofertar mais US$ 50 milhões ao mercado asiático. O resultado final da emissão será anunciado depois de concluída a oferta naquele mercado. Os recursos captados no exterior serão incorporados às reservas internacionais no próximo dia 14.

A emissão ocorreu uma semana depois de a agência de classificação de risco Moody's ter elevado a nota da dívida brasileira no exterior. Na ocasião, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, disse que uma nova captação nos mercados internacionais ocorreria em breve. 


Fonte:
Agência Brasil

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