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Agência japonesa melhora nota de classificação de risco do Brasil

por Portal Brasil publicado: 11/08/2011 17h31 última modificação: 28/07/2014 14h30

A agência japonesa de classificação de risco R&I elevou a nota do Brasil de BBB- para BBB. Em comunicado, a agência destaca o aumento do número de famílias na classe média e o mercado interno robusto. A nota de classificação indica aos investidores a capacidade de o país saldar seus compromissos financeiros.

A agência japonesa avalia que o risco de a economia brasileira sofrer danos sérios devido a mudanças no ambiente externo diminuiu. Segundo o comunicado, a inflação no País está cedendo e a situação fiscal permanece favorável.

Para 2012, a R&I destaca algumas preocupações. Uma delas é a pressão por aumento de salários de servidores públicos e benefícios de pensão, além da expansão de gastos com infraestrutura em aeroportos, ferrovias e estádios para Copa do Mundo de 2014. Mesmo assim, a agência acredita que há pouca possibilidade de a disciplina fiscal do País ser seriamente corroída.

Para melhorar ainda mais a classificação, a agência japonesa indica que o governo brasileiro precisa eliminar gargalos para o crescimento econômico por meio de investimentos crescentes. Também é preciso, na avaliação da agência, aumentar os esforços para suavizar as pressões inflacionárias. Para a R&I, isso requer o aumento da taxa de poupança interna, que atualmente está abaixo de 20% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas os bens e serviços produzidos no País, e a expansão da taxa de investimento.

A Secretaria do Tesouro Nacional divulgou nota sobre a nova classificação de risco. Para o órgão, “o fato de essa elevação no crédito soberano vir em um momento de extrema volatilidade dos mercados financeiros internacionais demonstra a solidez da gestão da política econômica brasileira”.

No dia 20 de junho, a agência de classificação de risco Moody's Investors Service melhorou a nota do Brasil de Baa3 para Baa2, “com perspectiva positiva”. De acordo com comunicado da Moody's, a mudança na classificação se deve aos “últimos ajustes da política econômica que indicam desenvolvimento mais sustentável do cenário macroeconômico e melhoria nos indicadores fiscais de médio prazo”.

Em abril, outra agência de classificação de risco, a Fitch, melhorou a nota do Brasil, de BBB- para BBB.


Fonte:
Agência Brasil

 

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