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Economia e Emprego

Produção industrial cresce 0,5% em julho

por Portal Brasil publicado: 31/08/2011 12h02 última modificação: 28/07/2014 14h30

A produção industrial avançou 0,5% em julho de 2011, em relação ao mês anterior, recuperando parte da perda de 1,2% registrada em junho. Frente a julho de 2010 a atividade fabril apontou variação negativa de 0,3%, após dois meses de resultados positivos neste tipo de comparação. Os dados foram divulgados, nesta quarta-feira (31), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos 12 meses, em trajetória descendente desde outubro do ano passado, recuou 0,8 ponto percentual na passagem de junho (3,7%) para julho (2,9%), e assinalou o resultado positivo menos intenso desde abril de 2010 (2,3%).

Com o avanço de 0,5% observado no total da indústria entre junho e julho, o patamar de produção do setor ficou 2,0% abaixo do nível recorde alcançado em março último. Esse aumento no ritmo de atividade em julho foi verificado em 14 dos 27 ramos pesquisados, com destaque para edição e impressão (16,8%), impulsionado em grande parte pela maior produção de livros explicada, sobretudo, por encomendas governamentais, veículos automotores (4,3%), alimentos (1,9%), bebidas (4,1%) e refino de petróleo e produção de álcool (1,9%).

Por outro lado, a principal influência negativa sobre a média global foi observada na indústria farmacêutica (-9,0%), que acumula perda de 20,7% nos três últimos meses, seguida pelos setores de outros produtos químicos (-1,8%), têxtil (-4,9%), diversos (-12,9%) e máquinas e equipamentos (-1,3%).

Ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, nos índices por categorias de uso, somente o segmento de bens intermediários (-0,7%) apontou recuo na produção, após também assinalar queda em junho (-1,6%). As demais categorias de uso registraram resultados positivos, com destaque para bens de consumo semi e não duráveis (3,8%), que mostrou o avanço mais acentuado, vindo a seguir bens de consumo duráveis (2,9%) e bens de capital (1,7%).

 

Média móvel trimestral

Na evolução do índice de média móvel trimestral, o total da indústria mostrou ligeira variação positiva (0,1%) no trimestre encerrado em julho frente o nível do mês anterior, após dois meses de resultados negativos: maio (-0,1%) e junho (-0,9%). Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, o destaque ficou com a produção de bens de consumo duráveis que avançou 1,7% em julho e interrompeu três meses seguidos de taxas negativas, período em que acumulou perda de 6,0%.

 

Comparação com julho de 2010

Na comparação com julho do ano passado, o setor industrial mostrou variação negativa de 0,3%, com 15 das 27 atividades pesquisadas apontando queda na produção. Vale destacar que julho de 2011 (21 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22). Os impactos negativos de maior importância na formação do índice global vieram de têxtil (-20,9%), farmacêutica (-12,9%), refino de petróleo e produção de álcool (-5,6%), metalurgia básica (-6,5%), outros produtos químicos (-4,2%), vestuário (-13,9%) e alimentos (-1,0%).

As influências positivas vieram de veículos automotores (2,9%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (9,3%), máquinas e equipamentos (2,7%) e fumo (17,5%). Entre esses ramos, os itens de maior destaque foram: veículos para transporte de mercadorias e caminhões; televisores; fornos microondas e centros de usinagem; e fumo processado.

 

Acumulado em 2011

No índice acumulado para os sete primeiros meses do ano, frente a igual período do ano anterior, o avanço foi de 1,4%, sustentado pelos resultados positivos em todas as categorias de uso e pela maior parte (16) das 27 atividades investigadas. O ramo de veículos automotores, com expansão de 5,6%, se manteve como o de maior influência positiva na formação do índice geral, impulsionado pelo crescimento na produção de aproximadamente 80% dos produtos pesquisados no setor, com destaque para a maior fabricação de caminhões, veículos para transporte de mercadorias e caminhão-trator para reboques.

 

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página do IBGE.

 

Fonte:
IBGE

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