Economia e Emprego
BC eleva projeção de inflação oficial para 6,4% em 2011
O Banco Central (BC) aumentou a projeção deste ano para a inflação oficial. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado pelo BC nesta quinta-feira (29), a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 5,8% para 6,4%. Nos 12 meses encerrados ao final do terceiro trimestre de 2011, o banco espera que a inflação fique em 7,2%.
A projeção para 2012 caiu 0,1%, passando de 4,8% para 4,7%. A meta de inflação para os dois anos tem centro de 4,5%, com margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, ou seja, o limite superior é 6,5% e o inferior, 2,5%. O BC só prevê inflação no centro da meta em 12 meses encerrados no final do segundo trimestre de 2013, permanecendo assim no terceiro trimestre.
Além das projeções do chamado cenário de referência, o relatório traz estimativas do cenário de mercado. As projeções são feitas com base em expectativas de analistas do mercado financeiro consultados pelo BC, tanto para a Selic quanto para a taxa de câmbio. Nesse cenário, a previsão para a inflação medida pelo IPCA este ano também subiu de 5,8% para 6,4%. Para 2012, a previsão subiu de 4,9% para 5%.
O BC também divulgou o cenário alternativo, que considera que "a atual deterioração do cenário internacional cause impacto sobre a economia brasileira equivalente a um quarto do observado em 2008/2009 [crise financeira internacional]". O panorama considera que haverá desaceleração da atividade econômica do País, "e, apesar de ocorrer depreciação da taxa de câmbio e de haver redução da taxa básica de juros, entre outros, a taxa de inflação se posiciona em patamar inferior ao que seria observado caso não fosse considerado o supracitado efeito da crise internacional".
Nesse cenário, a projeção para o IPCA passou de 5,8% para 6,4%, em 2011, e permanece em 4,7%, em 2012. Em 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2013, a estimativa é 4,8%.
Acima da meta
De acordo com o relatório do BC, a probabilidade de a inflação ultrapassar o limite superior do intervalo de tolerância da meta em 2011 é 45%. Para 2012, essa probabilidade está em 12%. Essas estimativas são do cenário de referência, que pressupõe manutenção da taxa de câmbio no horizonte de previsão em R$ 1,65 e a meta para a taxa básica de juros, a Selic, em 12% ao ano.
No cenário de mercado, a probabilidade estimada de a inflação ultrapassar o teto do intervalo de tolerância da meta ficou em 44% em 2011 e 17% em 2012. Para a taxa de câmbio, a previsão dos analistas é R$ 1,60, no final de 2011, e R$ 1,65, ao fim de 2012. Para a média da taxa Selic, a projeção é 11,44% ao ano, no fim de 2011, e 11%, ao ano, em 2012.
Fonte:
Agência Brasil
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