Economia e Emprego
Confederação Nacional da Agricultura vai apoiar Brasil Sem Miséria com formação de técnicos rurais
A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) firmaram na terça-feira (13), em Brasília, parceria para apoiar ações do Plano Brasil Sem Miséria voltadas à formação de técnicos rurais.
O objetivo do acordo é ampliar a oferta de assistência técnica aos agricultores extremamente pobres para fortalecer a produção dessas famílias. De acordo com dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um quarto dos brasileiros que vivem no campo está na miséria. Estudo da CNA aponta que a maior parte das famílias pobres do campo vive de aposentadorias rurais e programas de transferência de renda.
A CNA apresentou ao ministério ações de formação profissional desenvolvidas pela instituição por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), braço da entidade. De acordo com representantes da confederação, a CNA pode contribuir para agregar essas famílias nos sistemas produtivos locais. O ponto comum é levar conhecimento e técnicas que aumentem a produção e a geração de trabalho e renda aos agricultores familiares que estão na linha da miséria, com até R$ 70 per capita ao mês.
Produção
A formação de técnicos rurais que vão atuar no Brasil Sem Miséria já começou. Além de assistência técnica, as famílias receberão sementes da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e fomento orientado para projetos que ampliem e melhorem a produção de suas propriedades. As famílias extremamente pobres que vivem no campo também terão acesso à água – para consumo e produção – e à energia elétrica.
“Um dos temas centrais do Brasil Sem Miséria é integrar os agricultores familiares extremamente pobres em uma rota de produção. Levar conhecimento ao campo é essencial para a inclusão produtiva dessas famílias”, disse a ministra do MDS, Tereza Campello.
A ministra destacou que parte dos agricultores extremamente pobres já está melhorando sua renda com a venda de produtos para o governo federal e o setor privado. A rede varejista de supermercados das regiões Nordeste e Sudeste também já aderiu ao Brasil Sem Miséria. As primeiras compras privadas foram de farinha de Alagoas, laranja de Sergipe e geleias e doces produzidos por agricultores da Bahia.
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