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Economia e Emprego

Demanda doméstica caiu em agosto,aponta boletim do Ipea

por Portal Brasil publicado: 16/09/2011 11h40 última modificação: 28/07/2014 15h09

Ao longo do primeiro semestre de 2011 houve uma desaceleração generalizada das taxas de crescimento do PIB , como reflexo da redução na demanda doméstica. “Esse é o caminho natural devido às políticas econômicas adotadas pelo governo nos últimos tempos, como as medidas macroprudenciais e a elevação da taxa de juros, por exemplo”, disse o coordenador do Grupo de Análises e Previsões do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Roberto Messenberg, em coletiva, nesta quarta-feira (14), sobre a última edição do boletim Conjuntura em Foco.

Apesar da manutenção da tendência de redução da demanda doméstica em 2011, operou-se uma reversão na composição de crescimento do PIB, com a volta da elevação da contribuição líquida negativa do setor externo. Na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2011, as taxas interanuais de crescimento do PIB desaceleraram-se de 4,2% para 3,1%. Em associação a essas taxas, a contribuição ao crescimento da demanda interna passou de 5,6% para 4,7%, contrastando com a evolução da contribuição líquida do setor externo, de –1,4% para –1,6%.

No mercado de trabalho, como decorrência da aceleração do crescimento econômico, a taxa de desemprego medida pela PME recuou, na média, de 12,3% em 2003 para 6,7% em 2010. De janeiro a julho de 2011, a taxa de desemprego média no País foi de 6,3%. 

Por outro lado, com o recuo na oferta de mão de obra disponível, os salários reais iniciaram um movimento de forte apreciação. Segundo os técnicos do Ipea, nas condições atuais do mercado de trabalho - marcada pelo baixo contingente histórico de desempregados e pela manutenção do crescimento dos salários reais -, a caracterização de uma situação próxima à de pleno emprego da mão de obra é apenas uma possibilidade, mas não uma probabilidade.

O documento apresentou, ainda, uma análise dos dados recentemente divulgados pelo IBGE, como o do crescimento na margem do PIB (0,8%) e de seus componentes, entre o primeiro e o segundo trimestres de 2011. 

Nesse sentido, a análise dos componentes do PIB pelo lado da oferta ressalta a forte desaceleração ocorrida no setor industrial, cuja taxa de crescimento caiu de 2,2% para 0,2%. Já pelo lado da demanda, todos os componentes apresentaram aceleração na margem, com destaques para a formação bruta de capital fixo (FBCF) e para as importações de bens e serviços, que avançaram 1,7% e 6,1%, respectivamente.


Fonte:
Ipea

 

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