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Economia e Emprego

Mantega descarta adoção de novas medidas para conter impactos da crise

por Portal Brasil publicado: 27/09/2011 17h26 última modificação: 28/07/2014 15h09

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta terça-feira (27) que não vê possibilidade de default (calote) da Grécia nesta semana. Ele refutou informações de que o governo brasileiro esteja pessimista sobre a situação econômica do país europeu. Segundo ele, a crise econômica internacional, principalmente na Grécia, não levará o governo a adotar novas medidas, entre elas uma mudança no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Já temos tomado as medidas necessárias, de precaução, estamos fortalecendo a parte fiscal do governo”. De acordo com o ministro, os “exageros” na relação dólar e real vistos na semana passada, foram coibidos e que não haverá mudanças na cobrança do IOF sobre derivativos.

“A Grécia está cumprindo suas obrigações com o Fundo Europeu [de Estabilidade Financeira] e o Fundo Monetário [Internacional] e, enquanto estiver cumprindo as metas estabelecidas, vai receber os recursos suficientes para os vencimentos”, declarou o ministro.

Mantega, que participou na última semana de reuniões do G-20 e do FMI em Washington (EUA), disse ter analisado detalhadamente as contas gregas e que os números lhe pareceram sustentáveis, sem a iminência de um agravamento da crise. “Hoje os mercados estão mais tranquilos, não mudou nada em relação à gravidade da crise”, esclareceu.

Na avaliação do ministro da Fazenda, a aprovação do novo fundo financeiro europeu seria uma solução para a crise de endividamento de países da zona do euro, como Grécia e Itália. “O caminho é criar esse novo fundo que é parecido com que o FED [Banco Central dos EUA] fez no passado e isso tem que ser aprovado com rapidez”, opinou.

Ele lembrou que, há cerca de três meses, o Brasil vem se mostrando preocupado com a crise financeira em países europeus e nos Estados Unidos e acredita que o cenário se estenderá. “A situação dos países europeus e dos EUA é difícil, mas a perspectiva é de uma recessão, de um crescimento muito baixo que vai se arrastar por um longo tempo”.


Fonte:
Ministério da Fazenda
Agência Brasil

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