Economia e Emprego
Projeção de crescimento da arrecadação permanece em alta mesmo com crise econômica
Mesmo com a crise econômica, a projeção de crescimento da arrecadação federal está mantida entre 11% e 11,5%, informou a secretária adjunta da Receita Federal, Zayda Bastos Manatta, nesta quinta-feira (22). Até junho, a estimativa era que o crescimento ficaria entre 10% e 10,5%, mas, a partir de julho, o desempenho da arrecadação permitiu à Receita fazer nova estimativa.
Nesta terça, a Receita divulgou que a arrecadação de impostos e contribuições federais foi recorde para agosto e ficou em R$ 74,608 bilhões. O resultado representa um crescimento real de 8,11% em comparação com agosto de 2010. No acumulado do ano, a arrecadação totalizou R$ 630,464 bilhões, com crescimento real de 13,26%.
“É o melhor agosto que tivemos, mas representa também uma acomodação que deverá levar a arrecadação a um crescimento em torno de 11% a 11,5%. Isso se deve ao desempenho da economia, a atuação da Receita e a alguns fatores ocorridos ao longo do ano, como os recolhimentos atípicos”, avaliou Manatta.
Entre os fatores atípicos, está o recolhimento do chamado Refis da Crise, que destinou R$ 10,871 bilhões aos cofres da União entre junho e agosto. Outro recolhimento atípico foi o de cerca de R$ 1 bilhão feito por uma empresa em PIS/Cofins. A Receita Federal não revelou o nome da empresa, respaldada pelo sigilo fiscal. Houve ainda o recolhimento de R$ 5,8 bilhões de débitos em atraso relativos à Contribuição Social sobre o Líquido Líquido (CSLL).
Sobre os efeitos da crise econômica mundial na arrecadação, Zayda Manatta disse que é difícil prever se isso ocorrerá, quando e de que forma. “A gente não tem como fazer uma previsão dessas porque o prazo dos tributos tem uma defasagem com o desempenho da economia. A nossa previsão é a de ter um arrefecimento até o final do ano”, disse.
Entre os tributos em destaque no resultado da arrecadação, estão o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) sobre os ganhos de capital, com crescimento de 30,14%, e o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), com 26,17%.
Fonte:
Agência Brasil
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