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Economia e Emprego

Secretário do Tesouro Nacional admite preocupação com ritmo de investimentos

por Portal Brasil publicado: 29/09/2011 19h45 última modificação: 28/07/2014 15h09

Com crescimento de apenas 0,2% de janeiro a agosto, os investimentos federais não estão tendo o desempenho desejado pelo governo federal. A informação foi divulgada pelo secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, nesta quinta-feira (29). Segundo ele, essa é uma preocupação permanente da equipe econômica.

Augustin disse que a execução dos investimentos públicos, como obras e empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), é influenciada por fatores operacionais tais como a base alta de comparação em relação a 2010, as variações nos cronogramas das obras e os prazos de licitação.

O secretário assegurou que a verba para os investimentos não sofreu cortes em 2011, apesar de o governo ter bloqueado R$ 50,7 bilhões do Orçamento no início do ano. De acordo com Augustin, apenas as despesas de custeio (manutenção da máquina pública) foram afetadas pelos cortes.

De janeiro a agosto, os gastos de custeio aumentaram 11,8%. Praticamente estáveis, os investimentos voltaram a registrar, em agosto, crescimento acumulado de 0,2% depois de terem caído 2,4%, de janeiro a julho. Apesar dessa diferença no ritmo de crescimento, Augustin voltou a assegurar que os investimentos encerrarão o ano com expansão maior que as despesas de custeio.

Em relação aos gastos do PAC, que aumentaram 40,3% nos oito primeiros meses do ano, o secretário afirmou que a maior parte desse crescimento acontece em virtude do Programa Minha Casa, Minha Vida. Classificados como despesas de custeio, por se tratar de subsídios a financiamentos habitacionais, os gastos dispararam em 2011 por causa do maior ritmo de execução.

De janeiro a agosto, as despesas do Minha Casa, Minha Vida totalizaram R$ 4,5 bilhões, contra apenas R$ 100 milhões gastos no mesmo período de 2010. De acordo com o Tesouro, o programa habitacional foi o principal fator que acarretou o crescimento das despesas de custeio neste ano. Se essas despesas fossem computadas como investimento, o custeio teria crescido apenas 6,4% em 2011, e o investimento teria aumentado 16%.


Fonte:
Agência Brasil

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