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Economia e Emprego

Aplicações em renda fixa não envolvem riscos, segundo Ipea

por Portal Brasil publicado: 17/10/2011 15h12 última modificação: 28/07/2014 16h13

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou um crescimento de 0,8% no terceiro trimestre deste ano. O número está abaixo dos 1,2% obtidos no período anterior. Os percentuais representam uma leve desaceleração do crescimento da economia do País, de acordo com a Carta de Conjuntura apresentada no pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Com relação ao mercado de trabalho, a taxa de desocupação no segundo semestre se manteve no patamar de 6%, recuando 0,7 pontos percentuais em relação a agosto de 2010. A criação de novos postos formais de emprego teve queda de 18,3% em comparação ao mesmo período do ano passado. A desaceleração no ritmo de crescimento de novas vagas com carteira assinada vem acontecendo em todos os segmentos da economia. É, contudo, mais suave nos setores de comércio e serviços, e teve uma retração mais forte no caso da indústria e da construção civil.

Durante a apresentação da Carta de Conjuntura, o coordenador do Grupo de Análise e Previsões do Ipea, Roberto Messenberg, ressaltou que a escolha do economista americano Christopher Sims como um dos vencedores do Prêmio Nobel de Economia, neste ano, embasa a atual política do Banco Central brasileiro (BC) de flexibilizar o sistema de metas de inflação para permitir crescimento econômico com queda da inflação no longo prazo, além da diminuição das margens injustificáveis de arbitragem para as aplicações em renda fixa no Brasil.

Messenberg considera que o BC está agindo de forma inteligente e não poderia ter outra posição diante do cenário externo, que ainda reflete a crise internacional de 2008. O economista defende juros mais baixos e que isso nada tem a ver com uma de taxa inflação maior no curto prazo.

O coordenador afirmou que não há descontrole inflacionário no Brasil, e sim uma mudança no nível absoluto de preços, que é evidenciado por aumentos sazonais. Segundo ele, os níveis de inflação devem ficar próximos à meta do governo. “Apesar desse aumento de preços, há perspectiva de que as altas comecem a arrefecer, a longo prazo, aproximando-se de 4,5%, meta estabelecida para este ano”, afirmou.

No entanto, de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação registrou alta de 7,31% no acumulado dos 12 meses.

Leia aqui  a íntegra da Carta de Conjuntura.

 

Fonte:
Ipea

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