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Economia e Emprego

Brasil e Ucrânia discutem saídas para a crise e firmam acordos agrícolas

por Portal Brasil publicado: 25/10/2011 16h56 última modificação: 28/07/2014 16h14
Roberto Stuckert Filho/PR No Palácio do Planalto, presidenta Dilma Rousseff concede declaração à imprensa ao lado presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch

No Palácio do Planalto, presidenta Dilma Rousseff concede declaração à imprensa ao lado presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch

Ao receber o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, no Palácio do Planalto, nesta terça-feira (25) a presidenta Dilma Rousseff reiterou sua preocupação com o cenário econômico internacional. Segundo ela, a falta de uma ação rápida levará ao agravamento da crise, com sérias consequências políticas e sociais.

Ao lado do presidente Yanukovych, a presidenta Dilma declarou à imprensa que a saída da crise exige uma combinação equilibrada entre medidas de ajuste fiscal e de estímulos ao crescimento econômico.

“É preciso um esforço concertado de reequilíbrio de toda a economia global. Há que evitar que alguns países transfiram a outros os custos de uma conjuntura difícil, seja por artifícios de controle cambial, seja por políticas monetárias excessivamente expansivas, seja por qualquer desequilíbrio financeiro”, declarou.


Satélites

Dilma Rousseff recebeu nesta terça-feira (25) o presidente da Ucrânia, em visita oficial ao Brasil. Em 2011, comemoram-se os 120 anos da imigração ucraniana para o Brasil. Após a cerimônia oficial de chegada no Palácio do Planalto, os dois presidentes reuniram-se reservadamente, quando repassaram a agenda bilateral.

Um dos principais interesses que os dois países compartilham diz respeito à área espacial. Segundo a presidenta, a instalação do Sítio de Lançamento do Cyclone-4, fruto de parceria entre o Brasil e a Ucrânia, terá “efeitos multiplicadores” em atividade de sensoriamento remoto, serviços meteorológicos e controle do espaço aéreo. “Além de permitir que o Brasil ingresse no mercado internacional de lançamentos de satélites”, defendeu Dilma.

No encontro, o presidente da Ucrânia fez um relato dos principais resultados da Cúpula de Segurança Nuclear, realizada em abril deste ano, por ocasião dos 25 anos do acidente de Chernobyl. Para a presidenta, junto com Fukushima, eventos desta natureza mostram a necessidade de aprimoramento constante da segurança das instalações nucleares voltadas à geração de energia. “Reiterei o compromisso do Brasil com os esforços internacionais em prol do desarmamento e da não-proliferação de armas de destruição”, afirmou a presidenta.


Acordos agrícolas

Dois acordos de cooperação na área agrícola também foram firmados pelos presidentes, criando um fórum consultivo para facilitar as relações bilaterais em agricultura entre os países. 

A parceria pretende aumentar a discussão de assuntos relacionados à defesa animal e produtos de origem animal, temas fitossanitários, capacitação técnica e produção de biocombustíveis. A participação de representantes de entidades privadas, universidades, centros de pesquisa, agências governamentais e associações de ambos os países também será incentivada para criar mais canais de debate.

Em outro acordo de cooperação, a Embrapa e a Academia Nacional Ucraniana de Ciências Agrárias (Naas) vão promover o intercâmbio nas áreas de pesquisa agrária e tecnologia e ampliar programas cooperativos. 


Comércio

No ano passado, as exportações brasileiras de produtos agropecuários para a Ucrânia totalizaram US$ 226,7 milhões. A pauta do comércio com o país da Europa Oriental está concentrada, principalmente, em carne suína in natura (US$ 105,2 milhões), café solúvel (US$ 44,5 milhões), carne bovina (US$ 38,8 milhões) e fumo (US$ 30,2 milhões).

No mesmo período, as importações brasileiras de produtos agropecuários ucranianos totalizaram US$ 392,7 mil. A pauta está concentrada, principalmente, em couro (US$ 172,5 mil), fibras e produtos têxteis (US$ 134,1 mil) e fumo (US$ 57,4 mil).


Fonte:
Blog do Planalto
Ministério da Agricultura

 

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