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Economia e Emprego

Ipea debate competitividade das empresas nacionais

por Portal Brasil publicado: 20/10/2011 18h05 última modificação: 28/07/2014 16h14

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) realizou nesta semana o seminário A competitividade das empresas brasileiras diante do cenário global, comandado pelo professor do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida.

Voltado para os técnicos do Ipea que integram o grupo de trabalho sobre a atual crise financeira internacional e seus desdobramentos, o evento foi transmitido por videoconferência para o escritório do instituto no Rio de Janeiro. Mediaram a exposição a diretora de Estudos e Políticas Macroeconômicas (Dimac), Vanessa Petrelli, e a chefe da Assessoria Técnica da Presidência (Astec), Luciana Acioly.

Almeida destacou a capacidade de gestão das empresas brasileiras, principalmente das 250 maiores, que deixaram o modelo familiar, a partir dos anos 1990, e profissionalizaram suas gestões. Para ele, o processo de internacionalização também torna essas organizações mais sistemáticas, produtivas e inovadoras, além de alargar a possibilidade de financiamento a longo prazo.

O professor lembrou que, no período anterior a 2006, as indústrias viveram certa euforia em voltar sua produção à exportação, quando “o coeficiente produtivo enviado para o mercado internacional chegou a 30%”. Atualmente, segundo ele, a produção está direcionada para o mercado interno.

Júlio Almeida considerou, porém, que a média geral da produtividade industrial brasileira é baixa, pois as fábricas ainda utilizam maquinário velho. “Mas se voltarmos os olhos para as 250 maiores empresas, o cenário é bem diferente”, pontuou. O professor acrescentou que o alto custo de energia, tributos, matérias-primas e logística são fatores que minam o potencial competitivo do setor privado nacional.

As sugestões que Júlio Almeida reforçou para que esse cenário mude são a desoneração na origem da cadeia industrial e a criação de programas de produtividade e gestão para o setor industrial. “A indústria tem muita cautela para investir frente sua demanda, precisa se inteirar mais”, afirmou. Vanessa Petrelli acentuou que, embora o endividamento das empresas tenha aumentado, principalmente em dólar, o “colchão de liquidez é razoável, e gera rentabilidade”.

 

Fonte:
Secretaria de Assuntos Estratégicos

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