Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2011 > 11 > Redução do mercado mundial preocupa, afirma Mantega

Economia e Emprego

Redução do mercado mundial preocupa, afirma Mantega

por Portal Brasil publicado: 24/11/2011 16h58 última modificação: 28/07/2014 16h15

Ao participar nesta quinta-feira (24) de audiência na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, na Câmara dos Deputados, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ter indicações de que a partir de novembro a economia brasileira voltará a apresentar crescimento após enfrentar desaceleração em outubro.

O ministro adiantou que no final do ano a curva do PIB será ascendente. “Até outubro a economia estava mal, houve desaceleração, mas a partir de novembro eu já tenho indicadores de que a economia está se aquecendo e vai melhorar”.

Ao apresentar um panorama da economia brasileira, o titular da Fazenda afirmou que a inflação está sob controle. Lembrou que no mês passado, o IPCA fechou em 0,43% contra 0,86% em outubro de 2010. “A inflação está entre 0,40% e 0,45%. Esse patamar, de 0,45%, é um bom patamar e deve ficar assim até o final do ano”, avaliou.

O ministro disse que a queda dos preços das commodites agrícolas, como por exemplo,  milho, trigo e soja, estão contribuindo para pressionar a inflação para baixo. “A crise agora está afetando as commodities, o que não tinha acontecido ainda”, acrescentou.

Mantega também traçou um cenário da turbulência internacional e disse que o quadro atual é de recaída da crise de 2008. “É uma crise das dívidas soberanas que eles não conseguem pagar”, reforçou.

O ministro da Fazenda voltou a manifestar preocupação com a demora da solução da crise internacional. “O cenário não é animador. Há possibilidade de recessão na Europa e baixo crescimento nos Estados Unidos. Podemos caminhar para uma crise financeira”.

Mantega disse que os países emergentes estão em situação melhor, porém começa a haver contágio e eles vão sofrer consequências. A redução do mercado mundial, avaliou, está afetando os países asiáticos, que não possuem mercado interno capaz de absorver a produção.

“A China, que é a locomotiva do mundo, está desacelerando. Preocupa-nos essa redução”, afirmou. Segundo Mantega, essa situação leva ao acirramento da concorrência, acompanhada por práticas desleais de comércio, como contrabando e subfaturamento.

Ao comentar a situação do Brasil no contexto de crise, Guido Mantega destacou a solidez da economia a maturidade política do País, característica que, na avaliação do ministro, os países que estão no epicentro da crise não têm. “Aqui não se verificam conflitos (políticos)”, enfatizou.

O ministro Guido Mantega foi convocado pelos deputados para explicar o aumento de 30% no IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para os automóveis importados (que não tenham no mínimo 65% de conteúdo nacional). Ele explicou que o objetivo é defender a indústria nacional da concorrência predatória, especialmente das empresas do Japão e Coréia.

“Precisamos enfrentar o aumento de importações (de carros) com subsídios disfarçados. O jogo é pesado. E em função disso tomamos essa medida, que entrará em vigor a partir de dezembro”. Mantega revelou aos parlamentares que considera a medida eficaz para preservar empregos e investimentos no Brasil.


Fonte:
Ministério da Fazenda

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal

Governo digital