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Economia e Emprego

Governo adotará medidas para impedir que real volte a se valorizar, diz Mantega

por Portal Brasil publicado: 20/12/2011 15h57 última modificação: 28/07/2014 16h17

O governo vai adotar mecanismos necessários para impedir que o real volte a se valorizar em relação ao dólar, disse nesta terça-feira (20) o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista coletiva em Montevidéu. Ele não estabeleceu, no entanto, um patamar para a moeda americana.

"Nós não permitiremos uma valorização do real naquela velocidade que vinha ocorrendo", disse Mantega, que está na capital uruguaia para a reunião de presidentes do Mercosul e dos países associados, que começa nesta terça-feira. Ele lembrou que há alguns meses o dólar valia R$ 1,5 e que o governo adotou medidas para reverter esse quadro, porque prejudicava a indústria brasileira.

"Quando o real se valoriza, encarece a mercadoria brasileira, tanto no mercado externo quanto no interno. Fica difícil exportar, no mercado interno os produtos brasileiros competem com mercadoria estrangeira, que chega com câmbio baixo, manipulado e manuseado".

Mantega considera que a política de evitar a valorização do real está funcionando, mas não quis estabelecer um patamar. Disse apenas que vai "forçar para que haja um dólar mais valorizado e um real mais desvalorizado".

O ministro avaliou a conjuntura internacional e os efeitos da crise sobre a América Latina, durante encontro, nessa  segunda-feira (19) com ministros da área econômica do Mercosul. Ele também está negociando um mecanismo de defesa comercial para o bloco econômico, que reune o Brasil, a Argentina, o Uruguai e Paraguai e que deve ser anunciado no fim da reunião de presidentes.

A proposta defendida por Mantega é permitir aos países do Mercosul aumentar, de forma unilateral, as alíquotas de importação de 100 a 200 produtos até 35% - o máximo permitido pela Organização Mundial do Comércio (OMC). Atualmente, os países devem aplicar uma mesma Tarifa Externa Comum (TEC) a esses produtos. Mas, com a crise econômica internacional, o Brasil e a Argentina temem ver seus mercados invadidos por importações de países asiáticos e europeus que precisam exportar para crescer.

 

Fonte:
Agência Brasil

 

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