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Economia e Emprego

Brasil, Japão e Moçambique avançam em projeto de melhoria da agricultura no Corredor de Nacala

por Portal Brasil publicado: 31/01/2012 15h18 última modificação: 28/07/2014 17h03

Brasil, Japão e Moçambique estão trabalhando em um projeto de melhoria da capacidade de pesquisa e de transferência para o desenvolvimento da agricultura no Corredor de Nacala (ProSavana-PI), em execução no país africano.

Representantes da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM) fecharam um acordo, recentemente, para a construção de laboratórios multifuncionais nas províncias de Nampula e Niasse, seguindo o modelo arquitetônico adotado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Eles também concluíram o cronograma para execução das obras e definiram as responsabilidades para cada uma das partes.

As obras se destinam ao Centro Zonal de Nampula e ao Centro Zonal de Lichinga, ambos do IIAM (instituição congênere à Embrapa), localizados na região moçambicana denominada Corredor de Nacala. Nos dois casos, o modelo arquitetônico a ser adotado é semelhante às instalações das modernas unidades descentralizadas da Embrapa, que contam com laboratórios de pesquisa projetados com economia e funcionalidade para abrigar equipamentos, bem como áreas administrativas e de convívio.

Conforme o analista em relações internacionais Carlos Henrique Canesin, da Secretaria de Relações Internacionais (SRI) da Embrapa, este trabalho evidencia o conceito da cooperação trilateral. O Japão financiará um dos módulos de Nampula, o Brasil fará a parte de um módulo do Centro de Lichinga, e o IIAM está com a responsabilidade de cuidar da elaboração do plano de gerenciamento sustentável desses laboratórios.

A previsão é de que no segundo semestre deste ano sejam iniciadas as obras do primeiro módulo do Centro Zonal de Nampula, com uma área total de 514 metros quadrados. O projeto desta etapa prevê a edificação de um prédio com três laboratórios (química de solos, física de solos e análise de plantas), uma sala de reuniões com capacidade para 40 pessoas, área administrativa e escritórios.

A construção do módulo para o Centro Zonal de Lichinga está em fase de estudo. Mas, basicamente, segue o modelo de Nampula. A área total a ser construída é de aproximadamente 745 metros quadrados. Serão construídos dois prédios, cada um com 256 metros quadrados, nos quais estarão: laboratórios multifuncionais de solos, de fitopatologia, de entomologia e de sementes. Haverá um espaço destinado à instalação de um banco de germoplasma e de câmaras frias. Como em Nampula, a planta contempla uma sala de reunião (para 50 pessoas), escritórios para abrigar 18 pesquisadores e área administrativa. Uma área de serviços em comum complementa as duas estruturas, totalizando os 745 metros quadrados. Esta é a estrutura a cargo do governo do Brasil.

O projeto arquitetônico foi desenvolvido pelo Departamento de Patrimônio e Suprimento-Coordenadoria de Engenharia e Arquitetura da Embrapa (DPS/CEA), com layout externo e plano básico de arquitetura assinados pelas arquitetas Aline Braga e Beatriz Lorentz, respectivamente.  

O documento que define o cronograma e as responsabilidades (tecnicamente denominado acordo de reunião) foi assinado em Moçambique pelos representantes da Jica naquele país, Ryuichi Nasu, da ABC, Frederico Dimas de Paiva, e pelo diretor geral do IIAM, Calisto Bias.

 

Fonte:
Embrapa

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