Você está aqui: Página Inicial > Economia e Emprego > 2012 > 01 > Juros do crédito a pessoa física têm maior queda dos últimos seis anos, revela pesquisa

Economia e Emprego

Juros do crédito a pessoa física têm maior queda dos últimos seis anos, revela pesquisa

por Portal Brasil publicado: 16/01/2012 18h33 última modificação: 28/07/2014 17h03

A taxa média de juros cobrados em operações de crédito para pessoas físicas atingiu, em dezembro de 2011, a menor variação desde 1995. O índice ficou em 6,58%, o que representa uma redução de 0,09 ponto percentual sobre a variação de novembro (6,67%). No ano passado, as pessoas físicas que tomaram empréstimo pagaram juros de 114,84%, taxa 2,18 pontos percentuais menor do que a do acumulado de 2011 até novembro (117,2%). No comparativo com dezembro de 2010, quando o juro anual ficou em 119,97%, a queda foi de 4,28%. Os dados são de pesquisa feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). 

Entre as seis linhas de crédito para pessoas físicas consideradas pelo indicador, apenas os juros do cartão de crédito foram mantidos estáveis em 10,69% ao mês. Todos os demais itens – cheque especial, empréstimos em bancos, empréstimos em financeiras, comércio e Crédito Direto ao Consumidor (CDC) – tiveram redução em suas taxas.

O juro médio pago pelas empresas apresentou queda ainda mais expressiva, com redução de 3,01% no mês, passando de 3,98%, em novembro, para 3,87% em dezembro. Na taxa anual, houve retração de 3,67% e o indicador caiu de 59,92% para 57,72 %, ao ano, de um mês para o outro. Já no comparativo com dezembro de 2010, quando o índice ficou em 56,45% ao ano, houve elevação de 2,25% na taxa.

As três linhas de crédito pesquisadas apresentaram queda e a mais expressiva, de 5,73%, foi constatada nos descontos de duplicatas com os juros passando de 3,14% ao mês para 2,96%. No ano, a variação alcançou 41,51% ante 44,92% do mesmo período do ano anterior.

Pelas previsões da Anefac, os juros deverão continuar caindo nos próximos meses. O vice-presidente da entidade, Miguel de Oliveira, justificou que, por um lado, o Ministério da Fazenda vem tomando medidas para evitar uma desaceleração forte na economia e, por outro, o Banco Central tem sinalizado a possibilidade de ser mantida uma trajetória de queda da taxa básica de juros, a Selic, que passou de 10,75%, em dezembro de 2010, para 11%, em dezembro de 2011, com um aumento de 2,33%.

Nesta terça-feira (17), o Comitê de Política Monetária (Copom) faz a primeira reunião do ano de 2012, quando avaliará se altera a Selic, que está em 11%. As expectativas do mercado apontam para uma queda de 0,5 ponto percentual. Caso essa queda se concretize, será a quarta consecutiva.

 

Fonte:
Agência Brasil

Todo o conteúdo deste site está publicado sob a licença Creative Commons CC BY ND 3.0 Brasil CC BY ND 3.0 Brasil

banner_servico.jpg

Últimos vídeos

Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, explicou que o governo prosseguirá tendo limite mínimo de recursos para essas áreas
Meirelles: restrição não afetará Saúde e Educação
De acordo com o ministro da Fazenda, Reforma Fiscal terá vigência de 20 anos, e pode mudar de critérios a partir do décimo ano
Meirelles: Três Poderes terão limite de gastos
Em entrevista nesta quarta-feira (15), ministro da Fazenda explica a nova Reforma Fiscal que será proposta ao Congresso
Henrique Meirelles explica Novo Regime Fiscal

Governo digital