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Economia e Emprego

Produtos consumidos nas férias escolares sobem mais que inflação de 2011, mostra FGV

por Portal Brasil publicado: 06/01/2012 19h40 última modificação: 28/07/2014 17h03

Os produtos mais consumidos nas férias escolares subiram 8,83% entre janeiro e dezembro de 2011, superando a inflação medida no mesmo período pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Getulio Vargas (FGV), de 6,5%. A pesquisa do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da FGV foi divulgada nesta sexta-feira (6).

Os itens que mais subiram são os preferidos por crianças e adolescentes, entre os quais xarope de diversos sabores (22,37%), sorvete (16,97%), batata frita (14,13%), iogurte (11,74%) e geleia (10,25%). Dentre os serviços, os maiores aumentos foram observados em passagem aérea (18,17%), hotel (12,35%), teatro (10,64%), clube de recreação (10%), show musical (8,01%) e cinema (7,35%).

O único item da lista que apresentou deflação, entre janeiro e dezembro do ano passado, foi o pó para refresco de diversos sabores (-4,21%). Segundo o economista do Ibre, André Braz, essa elevação de preços é comum nesse período de férias escolares. “[Isso] indica que existe um efeito sazonal por trás de alguns preços”, afirmou.

Braz não descartou que os aumentos refletem o aquecimento da economia brasileira. O aumento de 14% no salário mínimo deste ano, que vigora desde o início do ano, dará fôlego adicional às famílias, que passam a incorporar cada vez mais esses itens das férias, considerados supérfluos, em sua cesta de consumo. O economista acredita que há, nesse período, uma procura maior por produtos e serviços que não são essenciais.

André Braz recomendou às famílias que planejem com antecedência as despesas extras, para evitar desconfortos. “O ideal é fazer uma provisão do orçamento para passar melhor esse período de férias, sem um aperto no orçamento do mês. Isso vai depender da disciplina de cada família. Quanto maior a antecedência, melhor o resultado.”

O planejamento também deve ser feito para as contas que têm de ser pagas entre janeiro e fevereiro. Como exemplo, André Braz citou o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), conselhos de classe e outras despesas comuns ao início do ano.

 

Fonte:
Agência Brasil

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