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Economia e Emprego

Banco Central prevê inflação menor nos próximos meses

por Portal Brasil publicado: 28/02/2012 16h56 última modificação: 28/07/2014 16h53

A inflação deve ser menor nos próximos meses do que em 2011, segundo avaliação feita pelo presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, em audiência pública nesta terça-feira (28) no Senado.

De acordo com Tombini, índices de inflação ao consumidor mostram que houve pico da inflação em setembro e outubro do ano passado. Mas, atualmente, segundo ele, a inflação acumulada em 12 meses tem se reduzido “sistematicamente”.

Segundo o presidente do BC, o atual “mix de política econômica” é compatível com o maior crescimento da economia e a convergência da inflação para a meta.

 

Reservas internacionais

O Banco Central continua em processo de acumulação de reservas internacionais. De acordo com Tombini, o BC tem como política explícita a acumulação de reservas ao longo do tempo.

Na segunda-feira (27), as reservas internacionais somavam US$ 355,438 bilhões. O BC tem promovido este mês várias operações de compra de dólar, em momentos de queda da moeda. Essas compras contribuem para elevar o saldo das reservas internacionais e evitar uma valorização excessiva do real ante a moeda norte-americana.

 

Taxa básica de juros

O Brasil está crescendo abaixo do potencial e, por isso, o BC vem ajustando para baixo a taxa básica de juros da economia (Selic).

De acordo com Tombini, cálculos feitos internamente pela instituição e não divulgados mostram crescimento econômico abaixo do potencial nos últimos trimestres, incluindo o atual, o primeiro deste ano e ainda não finalizado. “Não é por outra razão que o Banco Central vem ajustando a taxa de juros”, afirmou.

O presidente do BC citou pesquisa feita com analistas do mercado financeiro que indicou a tendência de queda da taxa de juros real neutra (que permite crescimento da economia sem gerar riscos para a inflação). Conforme a consulta do BC aos analistas, em novembro de 2010, a mediana dessa taxa estava em 6,75% e passou para 5,5% na pesquisa atual. Além disso, 49% dos analistas esperam redução dessa taxa, 40% consideram que ficará estável e 11% que vai subir.

 

Fonte:
Agência Brasil

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