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Economia e Emprego

Taxa de analfabetismo no Paraná passa de 8,7% para 6,7% em oito anos

por Portal Brasil publicado: 06/02/2012 16h46 última modificação: 28/07/2014 16h52

Na última década, o Paraná apresentou estabilidade na taxa de analfabetismo, com um leve aumento em 2006. Em 2001, 8,7% dos paranaenses eram analfabetos, contra 7,1% dos sulistas e 12,4% dos brasileiros. Em 2009, essa situação sofreu leve alteração. Os analfabetos compunham 6,7% da população do estado, enquanto no Sul e no Brasil eles representavam 5,5% e 9,7% das pessoas, respectivamente.

Os dados fazem parte do estudo Situação social nos estados: o caso do Paraná, apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) na quarta-feira (1º), em Curitiba (PR).

Segundo a pesquisa, dois aspectos positivos da análise são a universalização do saneamento e o acesso a energia elétrica no campo. A cobertura de água encanada no Brasil aumentou, passando de 81,4%, em 2001, para 87,7%, em 2009. No Paraná, acessos adequados ao abastecimento de água ficaram além das médias nacional e do Sul.

Com relação à energia elétrica, o estado encontra-se em situação semelhante ao Sul, superando a média brasileira. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD 2009), o serviço está praticamente universalizado, inclusive na zona rural, onde o acesso atingiu 98% da população.

Aumento

“O Paraná não tem uma taxa que o coloque entre os primeiros do Brasil. Há estados com situação muito mais grave, mas o que preocupa exatamente é essa trajetória de elevação nesta primeira década do século”, disse o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, no que diz respeito aos números que revelam um quadro de acirramento da insegurança do ponto de vista da taxa de homicídios entre jovens de 15 a 29 anos.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Ministério da Saúde, de 2001 a 2007 o estado apresentou um aumento de 62,2% nesse indicador, contra o crescimento de 41,8% ocorrido na região Sul como um todo. No caso do Brasil, a taxa caiu de 101,4 em 2001 para 94,3 em 2007, uma queda de 7%.

De acordo com Pochmann, de uma maneira geral, esse é um ponto delicado no Brasil, porque leva a crer que há um problema de insegurança pública. Mas quando se abrem os dados relativos ao tema, é possível ver que o que tem aumentado, na realidade, são homicídios de natureza diversa. “Na maior parte das vezes esses números refletem situações de conflito que ocorrem, por exemplo, no trânsito ou em conflitos familiares, que não necessariamente se expressam pela ausência de repressão policial”, explicou.

Crise

Outro ponto destacado pelo presidente do Ipea tem relação com a vulnerabilidade do Paraná ante a crise internacional. Segundo ele, quando se compara as informações de 2008 e 2009, percebe-se que algumas unidades da Federação apresentam maior vulnerabilidade à crise, particularmente no comportamento do mercado de trabalho. E, nesse aspecto, a exemplo de São Paulo, o estado teve um aumento mais substancial no desemprego.

“Isso possivelmente diz respeito à estrutura econômica, à relação que cada um destes estados tem com o comércio internacional e ao mesmo tempo com a própria dinâmica econômica”, afirmou. Ele destacou que essas são informações que precisam estar ao alcance dos governantes, porque em um ano de agravamento da crise internacional, como é o caso de 2012, possivelmente ocorrerão impactos diferenciados no País.

Quanto à remuneração do trabalho, medida pelo rendimento médio, o Paraná encontra-se em situação favorável à média nacional e próximo à da região Sul. O rendimento médio do trabalho foi de R$ 1.086,9 em 2001, enquanto que no Brasil essa média foi de R$ 1.039,41 e, no Sul, de R$ 1.091,2. Já em 2009, o estudo registrou R$ 1.239,5 no estado, R$ 1.116,39 no País e R$ 1.261,3 na região Sul. O aumento apresentado pelo estado foi de 14%, quando a média nacional teve um aumento de 7,4% e a regional de 15,6%.

 

Fonte:
Ipea

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