Economia e Emprego
Criação de banco de desenvolvimento do Brics deve passar por análise técnica
A embaixadora Maria Edileuza Fontenele Reis, subsecretária-geral de política do Ministério de Relações Exteriores, disse nesta quinta-feira (22) que a proposta de criação de um banco de desenvolvimento do Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) deverá ser analisada por um grupo técnico.
O tema, que gera polêmica pela ausência de detalhes sobre o funcionamento da instituição, deverá ser um dos pontos principais da 4ª Cúpula do Brics, que começa na próxima quinta-feira (29), em Nova Delhi, Índia.
“A ideia é a criação de um banco do Brics voltado para a promoção de projetos de desenvolvimento sustentável e em países em desenvolvimento”, disse a embaixadora, que afirmou ainda não existir detalhes sobre áreas prioritárias. “Essa ideia ainda é embrionária”, acrescentou.
A nova instituição bancária deve ser uma espécie de alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A expectativa é que, ao final da cúpula, os presidentes assinem uma declaração sinalizando a disposição de criar a instituição, mas sem fixar os detalhes.
A embaixadora disse que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, foi consultado sobre o assunto e afirmou considerar o tema útil e a ideia inovadora.
Maria Edileuza especula que certamente os líderes do Brics deverão abordar a necessidade de mudanças na estrutura do fundo. Os países do bloco têm interesse na reformulação da entidade e, no caso do Banco Mundial, a posição defendida por eles é a de que as nomeações sejam pelo critério de mérito e não por indicação política.
Fonte:
Agência Brasil
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