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Economia e Emprego

Prêmio Nobel de Economia afirma que real está valorizado e terá que baixar

por Portal Brasil publicado: 19/04/2012 15h03 última modificação: 28/07/2014 16h46

O prêmio Nobel de Economia em 2008, Paul Krugman, disse na quarta-feira (18) que o real está muito valorizado e que essa não é uma situação sustentável. Krugman palestrou para empresários brasileiros no Seminário Internacional sobre Pequenos Negócios do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em São Paulo.

“O real está muito alto e vai ter que cair”, disse ele, que afirmou também que o Brasil deve continuar atraindo capitais por um longo período. "O Brasil está tentando desestimular esses fluxos de capitais. Acho que é a coisa correta a se fazer".

O economista disse que o Banco Central norte-americano (Fed) não deve mudar sua política de injetar dólares na economia, para estimular o consumo. “Apesar de alguns esforços do governo brasileiro em tentar convencer a autoridade americana, isso não vai acontecer. O Fed está fazendo o que precisa fazer, não vai mudar sua política”, afirmou.

Krugman também falou sobre a crise econômica mundial. “O mercado adora os empresários brasileiros, mas na última década, os mercados amavam Espanha e Portugal e até a Grécia e a Irlanda. Eles estavam felizes demais para injetar dinheiro nessas economias”.

Apesar da comparação, Krugman ressaltou que a situação no Brasil é melhor do que a dos Estados Unidos. “O Brasil não está em crise, mas os Estados Unidos está”. No entanto, ele disse que a situação não é desesperadora e está melhorando, cenário que considerou bem melhor do que está sendo enfrentado pelos países da Europa. 

Segundo Krugman, uma das razões para a crise não ter atingido tão fortemente o Brasil quanto ocorreu nos Estados Unidos e na Europa se deve à cautela brasileira e a erros dos países ricos.

“Houve muita complacência sobre os riscos e sobre dívidas nos Estados Unidos e na Europa porque não tínhamos tido crises e tínhamos esquecido que as coisas podiam dar muito errado. Aqui no Brasil, as crises estão na memória e as pessoas ainda não se esqueceram de que as coisas podem dar muito errado”, concluiu.

 

Fonte:
Agência Brasil

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