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Economia e Emprego

Vendas no varejo caíram 0,5% em fevereiro, aponta IBGE

por Portal Brasil publicado: 13/04/2012 16h54 última modificação: 28/07/2014 16h46

Em fevereiro, o comércio varejista registrou queda de 0,5%, no volume de vendas. O resultado interrompe a sequência de três meses de taxas positivas. Para receita nominal, a queda foi de -0,7%, primeiro resultado negativo desde março de 2010. Nas demais comparações, obtidas das séries originais, o varejo nacional obteve, em termos de volume de vendas, acréscimos de 9,6% sobre fevereiro do ano anterior, 8,7% no acumulado do bimestre e 6,7% no acumulado dos últimos 12 meses. Para os mesmos indicadores, a receita nominal de vendas apresentou taxas de variação de 13,2%, 12,6% e de 11,4%, respectivamente. 

Em fevereiro, quatro das dez atividades pesquisadas obtiveram resultados positivos para o volume de vendas com ajuste sazonal (indicador mês). Os resultados foram: equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (3,1%), combustíveis e lubrificantes (1,9%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,6%), móveis e eletrodomésticos (1,3).

Na comparação entre fevereiro de 2012 e o mesmo mês de 2011 (série sem ajuste), apenas duas atividades alcançaram resultados negativos no volume de vendas: 11,8% para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, 13,3% para móveis e eletrodomésticos, 9,5% para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, 26,6%.

Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 11,8% no volume de vendas em fevereiro sobre igual mês do ano anterior continua a proporcionar a principal contribuição à taxa global do varejo (58%).

Móveis e eletrodomésticos, com variação de 13,3% no volume de vendas em relação a fevereiro do ano passado, registrou o segundo maior impacto (25%). No acumulado do bimestre a taxa foi de 13,2% e nos últimos 12 meses, de 15,5%.

Outros artigos de uso pessoal e doméstico obteve variação de 5,6% no volume de vendas em relação a fevereiro de 2011, sendo responsável por 4% da taxa geral. Para o primeiro bimestre a variação acumulada foi de 9,4% e, para os últimos 12 meses, 4,2%.

Livros, jornais, revistas e papelaria, com reduzido peso na estrutura da pesquisa, exerceu influência negativa no resultado global do varejo. Em relação a fevereiro de 2011, apresentou variação no volume de vendas de -0,8% e taxas acumuladas de 5,0% para o bimestre e de 4,1% para os últimos 12 meses.

Influenciando também negativamente a taxa global do varejo, tecidos, vestuário e calçados obteve decréscimo de 3,4% volume de vendas em fevereiro e taxa acumulada no ano e nos últimos 12 meses de -0,9% e 2,0%, respectivamente.

O comércio varejista ampliado, que inclui o varejo e mais as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, registrou, em relação ao mês anterior (com ajuste sazonal), queda tanto para o volume de vendas (-1,1%) quanto para a receita nominal (-1,4%).

O volume de vendas, veículos, motos, partes e peças registrou queda de 1,0% em relação a janeiro. Este é o segundo mês consecutivo de resultado negativo neste tipo de comparação. Em relação a janeiro, material de construção apresentou estabilidade para o volume de vendas (0,0%). Quando comparado com fevereiro de 2011, o volume de vendas variou 8,4%. No ano, a variação foi de 11,5% e de 8,3% nos últimos 12 meses.

Todas os 27 estados apresentaram resultados positivos na comparação com fevereiro de 2011 no volume de vendas, sendo os principais Roraima (35,9%), Tocantins (19,6%), Mato Grosso do Sul (17,1%), Santa Catarina (16,2).

Em relação ao varejo ampliado, as maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram em Roraima (21,5%), Tocantins (11,9%), Mato Grosso (11,6%).

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

 

Fonte:
IBGE

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