Economia e Emprego
Economia continuará crescendo em 2012, mostra relatório do Planejamento
O segundo relatório bimestral de avaliação das Receitas e Despesas Primárias, do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, mostra previsões de 4,7% para a inflação e 4,5% para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o documento, divulgado na última sexta-feira (18), a economia brasileira deve crescer de forma mais intensa nos próximos trimestres, como resultado das ações já implementadas de redução das taxas básicas de juros, elevação da oferta de crédito pelos bancos públicos e ainda as medidas de competitividade anunciadas no âmbito do Plano Brasil Maior, do governo federal.
De acordo com o estudo, a economia brasileira voltou a recuperar o dinamismo no final do ano passado, acelerando o crescimento, de forma gradual, no primeiro trimestre de 2012, visto que diversas medidas de estímulo adotadas pelo governo brasileiro ainda estão por afetar plenamente a atividade econômica.
A estimativa da receita primária do Governo Central, líquida de transferências, apresentou acréscimo de R$ 4,9 bilhões, variação de 0,5% em relação ao primeiro bimestre. O número se deve ao crescimento das receitas não administradas pela Secretaria da Receita Federal, na ordem de R$ 13,4 bilhões, 11,0% a mais em relação ao montante estimado na primeira avaliação bimestral de 2012.
A revisão indica que os limites de empenho e de movimentação financeira podem ser ampliados, em relação ao primeiro bimestre, em R$ 1,328 bilhões. Sendo R$ 1,315 bilhões ao Executivo, R$ 3,5 milhões ao Legislativo, R$ 9,2 milhões ao Judiciário e R$ 1 milhão ao Ministério Público da União.
Metade da despesa acrescida ao Executivo, R$ 604 milhões, tem como destinação o Fundo de Desenvolvimento da Amazônia e do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Nordeste. Também há destinação ao pagamento de subsídios; ao programa Brasil Maior, de desoneração de impostos e da carga tributária; e a recursos à Agência Nacional da Água.
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