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Economia e Emprego

Entidades consideram diminuição da taxa de juros importante para a economia

por Portal Brasil publicado: 31/05/2012 11h41 última modificação: 28/07/2014 16h45

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) de continuar a política de redução da taxa básica de juros (Selic) é acertada, pois “o cenário externo adverso” exige ações rápidas e estruturantes, e a queda dos juros “é componente essencial” nessas medidas, informou, por meio de nota, a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Taxa básica de juros cai para 8, 5% e é a menor da história do País

 

O BC reduziu, na quarta-feira (30), de 9 para 8,5% ao ano a taxa básica de juros da economia brasileira, sem viés, o que significa que não será alterada até a próxima reunião do comitê. É o nível mais baixo da taxa Selic na série histórica iniciada em 1986.

A CNI também ressaltou que a inflação doméstica está em baixa, embora ainda um pouco acima do centro da meta de 4,5%, mas os reajustes de preços em menor ritmo proporcionam ambiente positivo para uma política monetária mais ativa. A CNI assinala, ainda, que a decisão do Copom também contribui para baratear o crédito, ajuda a retomada dos investimentos e o reaquecimento da demanda interna.

Ela adverte, contudo, que o afrouxamento da política monetária, iniciado em agosto do ano passado, deve ser acompanhado por “maior austeridade nos gastos públicos, de forma a não prejudicar o atual cenário inflacionário benéfico”.

A redução da Selic foi saudada também pelo presidente da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro Júnior. Ele ressaltou que pela primeira vez o Brasil tem uma taxa de juro real mais condizente com as taxas de economias maduras.

Para Pellizzaro Júnior, a decisão do Banco Central foi a mais acertada possível, e abre espaço para que instituições financeiras públicas e privadas deem seguimento ao movimento de baixas dos spreads bancários (diferença entre os juros pagos ao aplicador e as taxas cobradas do tomador). “Esse novo corte na Selic é um estímulo ao mercado doméstico”, disse.

 

Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) disse que o corte na taxa básica de juros é bem-vindo. A entidade ponderou, no entanto, que são necessárias outras medidas para aumentar a competitividade das empresas brasileiras.

“A queda nos juros e o equilíbrio cambial são positivos, mas não podem ser as únicas iniciativas em prol da competitividade brasileira. Produzir no Brasil é mais caro do que nos Estados Unidos, em muitos países da Europa e nos nossos vizinhos da América do Sul”, diz a nota assinada pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Entre as medidas propostas pela federação, está a redução da carga tributária, do custo da energia, do preço do gás, e da burocracia.

 

Força Sindical

Para a Força Sindical, a diminuição da Selic é “um incentivo para a economia que cresce em ritmo muito lento”.

De acordo com o presidente em exercício da entidade sindical, Miguel Torres, “a redução, que ocorre pela sétima vez seguida, é também um alento para a fraqueza industrial do País, que vem mostrando dificuldades em apresentar sinais consistentes de crescimento”, disse.

Torres defende que os juros continuem caindo para combater a “especulação, que é um mecanismo perverso que inibe a produção, o consumo e a geração de novos postos de trabalho”.

 

Contraf

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) avaliou como um avanço o corte de 0,5 ponto percentual na Selic. 

A entidade, entretanto, cobra que o governo tome medidas para garantir que a queda nos juros se reflita em redução dos valores cobrados pelos empréstimos. “Embora todos os grandes bancos, pressionados pelo governo, tenham anunciado reduções nas taxas de juros, e usem isso até em suas campanhas de marketing, a verdade é que o crédito mais barato não chegou à ponta, ao consumidor”, diz o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro.

Segundo Cordeiro, os bancos têm diminuído os juros apenas para poucas modalidades de financiamento. “As reduções ocorrem em apenas algumas linhas de crédito, com tantas condicionantes impostas, que excluem a grande maioria dos clientes”.

 

Fonte:
Agência Brasil

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