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Economia e Emprego

Investimento das estatais bate recorde nos primeiros quatro meses do ano

por Portal Brasil publicado: 30/05/2012 17h45 última modificação: 28/07/2014 16h45

A execução do orçamento de investimentos das empresas estatais bateu dois recordes em abril, alcançando o valor de R$ 26,4 bilhões no primeiro quadrimestre do ano e de R$ 86,6 bilhões no acumulado dos últimos 12 meses.

Os dois índices superaram os recordes anteriores, registrados em 2010, ano em que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 7,5%. Os R$ 26,4 bilhões investidos no quadrimestre sobrepuseram os R$ 25,3 bilhões do primeiro quadrimestre de 2010; e os R$ 86,6 bilhões investidos pelas estatais nos últimos 12 meses superaram os R$ 85,1 bilhões de outubro de 2010.

“O resultado é conseqüência da maturação da capacidade de investimentos estatais nos últimos anos, que superou a curva de experiência. Há um esforço por parte do governo em manter os investimentos, para continuar estimulando a economia. Hoje temos uma definição clara do papel das estatais como indutoras do crescimento do Brasil na última década”, comentou o diretor do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest) do Ministério do Planejamento, Murilo Barella.

Em abril de 2012 já haviam sido investidos 24,7% do total previsto para o ano, de R$ 107 bilhões. A tendência, mantido o ritmo do quadrimestre, sem sobressaltos externos ao planejamento das empresas, é que o Brasil ultrapasse o resultado de 2010, de R$ 84 bilhões, e alcance a mais alta execução de investimentos estatais da história.

“A curto e médio prazo, o crescimento dos investimentos públicos ajuda a sustentar a economia durante este período de crise internacional. Em longo prazo, a política de investimentos do Governo, especialmente em infraestrutura, transportes, energia e inovação tecnológica, prepara o País para continuar crescendo hoje e no futuro”, explicou Barella.

Dentre os investimentos das estatais, 84% utilizam recursos próprios das empresas, 13% são com recursos das empresas controladoras e 3% são oriundos de empréstimos de longo prazo. Segundo o diretor do Dest, este dado comprova que as empresas estatais estão cumprindo suas funções no mercado e investindo sem depender do orçamento fiscal do Governo.

A distribuição regional dos investimentos estatais confirma o protagonismo do Nordeste, com 22,5% do total, atrás apenas de Sudeste, com 27,2%. O Sul tem 3% dos investimentos, o Norte 2%, o Centro-Oeste 0,3%, os investimentos no Exterior são 10,8% e os investimentos de cunho nacional somam 34,2%.

 

Fonte:
Ministério do Planejamento

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