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Economia e Emprego

Ministro da Fazenda afirma que spread bancário vai diminuir

por Portal Brasil publicado: 04/05/2012 19h35 última modificação: 28/07/2014 16h44

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta sexta-feira (4) que os spreads bancários, que são a diferença entre os juros pagos na captação de recursos e nas operações de empréstimo, vão diminuir.

"Tenho certeza de que os bancos privados vão baixar os spreads bancários que são muito altos no País e que é uma anomalia que tem de ser corrigida”, disse Mantega, que deu a declaração pouco antes de palestrar no seminário O Brasil 2020: Rumos da Economia, encontro realizado em São Paulo.

Segundo o ministro, os bancos privados terão de reduzir o custo aos tomadores de empréstimos sob pena de perderem clientes para os bancos públicos, que vêm ampliando o acesso ao crédito com juros cada vez menores. Nesta sexta, o Banco do Brasil (BB) anunciou nova redução de juros, que entra em vigor partir do próximo dia 10, para os clientes pessoas físicas com conta salário que aderirem ao programa Bom pra Todos.

"A concorrência é a melhor solução”, disse o ministro. Para ele, este tipo de medida do BB cria uma forte concorrência à semelhança do que ocorreu logo após a crise financeira internacional de 2008, quando os bancos restringiram o acesso ao crédito e acabaram voltando atrás diante da liberação de linhas no setor público. Ele classificou ser uma barbaridade casos em que um empréstimo chega a custar até 80% ao ano ou de correntista que pagam 200% ao ano pela utilização do dinheiro oferecido no cheque especial.

“A Selic a 2% ao ano deveria ser o sonho de todos os brasileiros”, defendeu Mantega para quem as mudanças anunciadas na quinta-feira (3) para a remuneração das cadernetas de poupança irá destravar a redução dos juros.

De acordo com o ministro, com crédito facilitado e juros menores, o mercado interno irá se fortalecer e criar as condições para um crescimento sustentado da economia. Mantega manteve a previsão de que o País vai crescer 4,5% neste ano.

Segundo ele, o impacto positivo das medidas de incentivos para a área produtiva sobre a economia deve ser sentido em breve.

 

Fonte:
Agência Brasil

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