Economia e Emprego
Títulos brasileiros continuam sendo procurados por investidores estrangeiros
Nem o agravamento da crise na Europa reduziu a demanda por títulos públicos brasileiros, disse nesta segunda-feira (25), o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido. Segundo ele, os investidores ainda estão confiantes no Brasil, apesar das turbulências internacionais. A procura pelos papéis do Tesouro Nacional, disse ele, continua consistente.
Por meio dos títulos públicos, o governo pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o Tesouro compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser definida com antecedência no caso dos títulos prefixados.
Os juros representam a desconfiança dos aplicadores. No caso dos títulos prefixados com vencimento em 2023, as taxas aceitas pelo Tesouro apresentaram pequena volatilidade em junho, mas voltaram a cair no fim do mês. No leilão do último dia 5, o Tesouro pagou 10,8% ao ano por esses papéis, pouco mais que as taxas registradas no fim de maio. No leilão da última quinta-feira (21), os juros caíram para 10,23% ao ano.
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