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Economia e Emprego

Brasil cria 150,3 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada em setembro

por Portal Brasil publicado: 18/10/2012 14h37 última modificação: 28/07/2014 16h34

Indústria de Transformação foi o setor que registrou o melhor resultado, com saldo de 66.191 postos

 

A economia brasileira criou 150.334 novos postos de trabalho com carteira assinada em setembro, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira (17) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O resultado representa aumento de 0,39% no estoque de empregos formais do país.

O destaque foi a Indústria de Transformação, que registrou saldo líquido (descontadas as demissões do período) de 66.191 postos. O Caged é um banco de dados constituído por informações fornecidas, mensalmente, pelos empregadores, a partir do número de carteiras de trabalho assinadas e das demissões registradas no documento. Veja a pesquisa completa.

O resultado de setembro, o mais baixo para o mês desde 2001, foi considerado positivo pelo Ministério do Trabalho, em vista do cenário de desaceleração da economia mundial. O mercado de trabalho brasileiro mantém a trajetória de crescimento e, no acumulado do ano, já foram gerados 1.574.216 empregos com carteira assinada, uma expansão de 4,15%. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1,4 milhão de postos de trabalho, representando a elevação de 3,68%.

“O resultado apresentado pelo Caged absorve quase totalmente o crescimento da PEA [População Economicamente Ativa] do País, além de demonstrar a expansão do emprego, que tem se mantido estável desde o início do ano”, destacou o Diretor do Departamento de Emprego e Salário, do MTE, Rodolfo Torelly.

Segundo o diretor, em dezembro, sempre há perda forte de vagas, quando a economia brasileira perde em média 300 postos de trabalho. Contudo, computando os saldos positivos estimados para os meses de outubro e novembro, o saldo do ano ficará praticamente igual ao apresentado atualmente.

A expectativa do governo para o próximo ano é de que o Brasil crie 1,5 milhão de novos empregos. “É um resultado bastante positivo, em função do cenário mundial, criarmos 1,5 milhão de empregos”, enfatizou Torelly.

 

Indústria

Houve expansão do nível de emprego em quase todos os setores da economia em setembro, de acordo com o Caged. O destaque foi a Indústria da Transformação, que gerou 66.191 postos no mês.

O desempenho da indústria de transformação foi positivo em onze dos seus doze ramos e mostrou reação em sete segmentos industriais, comparados ao mês anterior. Destaques para a indústria de produtos alimentícios (40.366), a indústria química (6.621) a indústria têxtil (4.370) e a indústria mecânica (3.653).

Em seguida, vem o setor de Serviços, com crescimento de 55.221 postos. O Comércio obteve aumento de 35.919 postos, e a Construção Civil, 10.175. A Agricultura, por motivos sazonais, foi o único setor que registrou uma queda de emprego, com 19.014 postos a menos. Comparando porém com setembro de 2011, houve uma redução na queda. Naquele ano foram fechados 20.874 postos.

 

Nordeste

A região Nordeste foi a que registrou o maior número de novas vagas, dentre os saldos positivos apresentados pelas cinco regiões brasileiras. Grande parte destes empregos foi gerada na Indústria de Transformação. Foram 71 mil – alta de 1,17% em relação a agosto. Em seguida, vem o Sudeste, com 43.749 (0,21%); Sul com 24.731 (0,35%); Centro-Oeste, com 5.414 (0,18%); e Norte, com  5.194 (0,18%).

Alagoas foi o estado com melhor resultado não só no Nordeste, mas entre todas as unidades da Federação, com saldo positivo de mais de 27 mil empregos. A seguir vieram São Paulo (26.339), Pernambuco (18.890), Rio de Janeiro (15.863) e Paraná (9.559).

Já no Sudeste, foi o setor de Serviços que alavancou o emprego de setembro, com 32.164 vagas – com destaque para São Paulo (17.094). Na região Sul, o Comércio foi o principal setor que apresentou novas oportunidades de trabalho, com 9.650. O Paraná ficou com 3.610 destas vagas.

O setor de Serviços também se destacou no Centro-Oeste, gerando mais de 2.700 empregos (1.167 em Goiás). E no Norte, a Construção Civil puxou a criação de novas vagas (2.081). O Pará foi o que mais contribuiu para a melhorar o nível do emprego formal na região, com mais de 50% das vagas (3.493).

 

Fonte:
Ministério do Trabalho e Emprego
Agência Brasil
Portal Brasil

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