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Economia e Emprego

Desemprego atinge menor taxa para o mês de março em 12 anos

por Portal Brasil publicado: 25/04/2013 16h16 última modificação: 30/07/2014 00h25
Divulgação / MTE A nova carteira é mais segura contra rasuras e fraudes no Seguro-Desemprego e no FGTS

A nova carteira é mais segura contra rasuras e fraudes no Seguro-Desemprego e no FGTS

 

Em um ano, foram criados 309 mil postos de trabalho com carteira assinada, o que evidencia situação positiva em relação ao emprego no País

A taxa de desemprego atingiu 5,7%, a menor já registrada para o mês de março, desde 2002. O porcentual praticamente não sofreu variação em relação ao resultado apurado em fevereiro (5,6%). 

No entanto, houve queda no número em relação a março de 2012, quando a taxa de desemprego era de 6,2%.  Os dados são da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados nesta quinta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

O estudo leva em conta as Regiões Metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.

A taxa de atividade, que agrega a proporção de pessoas economicamente ativas em relação à população em idade ativa, foi estimada em 57,0% para o conjunto das seis regiões pesquisadas. A população desocupada (1,4 milhão de pessoas) ficou estável em comparação com fevereiro e decresceu 8,5% (127 mil pessoas) em relação a março do ano passado. A população ocupada (23,0 milhões) ficou estável em relação a fevereiro. No confronto com março de 2012, verificou-se aumento de 1,2%, o que representou elevação de 276 mil ocupados no intervalo de 12 meses.

O número de pessoas empregadas segundo os grupos de atividade também não sofreu alterações significativas em relação a fevereiro. Já em relação a março de 2012, foi verificada elevação nas áreas da educação, saúde e administração pública (5,9%) e queda no setor dos serviços domésticos (5,5%).

"A questão do mercado de trabalho está bem resolvida. Há tendência de baixa no desemprego, e o valor médio dos rendimentos segue positivo também", avalia Carlos Henrique Leite Corseuil, diretor-adjunto da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 1.855,40. Esse resultado também foi considerado estável frente ao apurado em fevereiro e 0,6% maior que o verificado em março de 2012 (R$ 1.844,93). 

Regionalmente, o rendimento médio real dos trabalhadores, em relação a fevereiro de 2013, aumentou nas regiões metropolitanas de São Paulo (0,9%) e Recife (0,6%). Houve queda em Belo Horizonte (1,8%), Salvador (1,5%), Porto Alegre (1,5%) e no Rio de Janeiro (0,8%). Na comparação com março de 2012, houve alta em Recife (6,8%), Porto Alegre (3,5%), São Paulo (1,5%), Belo Horizonte (0,8%). Caiu em Salvador (10,7%) e ficou estável no Rio de Janeiro. 

Informalidade

O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado foi estimado em 11,4 milhões em março de 2013. Esse resultado não variou em relação a fevereiro e ficou 2,8% acima do obtido em março de 2012, o que representa um adicional de 309 mil postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano. 

"A taxa de informalidade apresentou queda nos últimos anos e está bem baixa nos últimos meses, apresentando 33,24% em fevereiro", explica Corseuil.

Na pesquisa, são considerados trabalhadores informais aqueles que atuam no mercado de trabalho, mas não têm carteira assinada, aqueles trabalham por conta própria e os que não possuem rendimentos e estão paralisados. 

Segundo o diretor-adjunto da Disoc, a informalidade prejudica não só o trabalhador, mas também a economia nacional. "Pelo trabalho formal, o cidadão possui benefícios como o direito a férias, ao décimo terceiro salário, ao repouso remunerado e ao salário-desemprego. Mas, além disso, há também a questão da previdência, que esses trabalhadores contribuem não só em nome deles, mas também em nome dos que estão inativos e desempregados, por exemplo", explica o economista, que é técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea há 15 anos.

 

Fontes: 

Ipea

IBGE

 

 

 

 

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