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Animais de reservas indígenas recebem vacinação contra febre aftosa

por Portal Brasil publicado: 14/05/2013 15h44 última modificação: 30/07/2014 00h25
Divulgação/Mapa Vacinação aftosa

Vacinação aftosa

Cerca de R$ 253 mil serão utilizados durante a operação em custos operacionais

 

Com o objetivo de imunizar 50 mil cabeças de gado em 218 comunidades indígenas de Roraima, a Superintendência Federal de Agricultura (SFA) estadual, veiculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), iniciou a 1ª fase da Campanha de Vacinação Contra a Febre Aftosa na reserva Raposa Serra do Sol, no noroeste do estado. 

Esses animais estão em áreas de fronteira seca com a Guiana, país que não possui dados oficiais sobre a doença, e a Venezuela, onde há registro de aftosa e é classificado como área de alto risco.

Para garantir a vacinação, a SFA coordena o processo em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Agência de Defesa Agropecuária do Estado de Roraima. Durante 40 dias, cinco equipes formadas por técnicos, auxiliares e veterinários percorrerão todas as comunidades vacinando o gado e oferecendo orientações técnicas sobre manejo e prevenção contra outras doenças que possam vir a atingir o rebanho.

O tuxaua João da Silva Guariba, da comunidade Julia, diz que ações como essa, além de garantir a imunidade contra a aftosa, oferecem a garantia de certificação e de sanidade do rebanho para a comercialização do gado em outras regiões do estado, agregando mais valor na venda. A pequena comunidade vive da criação de 81 cabeças de gado e dos plantios de mandioca, feijão, melancia e milho.

Na primeira fase da campanha, o principal desafio a ser vencido é o período de chuvas, de acordo com o técnico do Ministério da Agricultura responsável pela operação nas áreas indígenas, José Maria Nóbrega. “Já começamos a enfrentar muitos problemas de acesso às comunidades mais isoladas. São muitos rios que estão com volume da água acima do normal, pontes quebradas e estradas ruins”, explicou Nóbrega, acrescentando que apesar das dificuldades de acesso a Superintendência local dispõe de estrutura necessária para cumprir o cronograma. Cerca de R$ 253 mil serão utilizados durante a operação para custos como combustível e material de apoio.

 

Febre aftosa

É uma doença altamente contagiosa e se espalha rapidamente. Os animais têm febre, aftas na boca, nas tetas e entre as unhas, se isolam dos outros, babam, mancam, arrepiam o pelo e param de comer e beber. Os animais afetados pela doença são bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos e animais silvestres que possuem casco fendido (duas unhas).

O vírus está presente na saliva, no líquido das aftas, no leite e nas fezes dos animais doentes. Qualquer objeto ou pessoa que tenha contato com essas fontes de infecção se torna um meio de transmissão para outros rebanhos. A transmissão para humanos é raríssima.

A doença pode ser fatal em animais jovens. Os animais afetados não conseguem se alimentar e enfraquecem muito, com perda severa de produção de leite e carne. O principal efeito da doença é comercial. Devido ao seu alto poder de difusão, os países estabelecem barreiras comerciais às regiões onde ocorreu aftosa, causando sérios prejuízos econômicos e sociais.

Qualquer pessoa que verifique os sintomas nos animais deve comunicar imediatamente ao serviço veterinário oficial. Um veterinário oficial fará inspeção dos animais e tomará as providências necessárias. A vacinação é fundamental na erradicação e prevenção da aftosa. Se confirmada a doença, a principal forma de controle é o isolamento e sacrifício de animais doentes, e eliminação de fontes de infecção. Quanto mais rápido for detectada a doença, mais rápida será a contenção e menores os prejuízos.

 

Fonte:

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

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