Economia e Emprego
Setor energético terá R$ 6 bi para investimentos por meio do Plano Inova Empresa
Uma das principais apostas do Plano Inova Empresa, que foi lançado em março deste ano, é o setor de energia. Ao todo, serão investidos R$ 5,7 bilhões tanto para a área elétrica, quanto para sucroenergética e sucroquímica. Como parte do Inova Empresa, foi anunciado o Plano de Apoio à Inovação Tecnológica no Setor Elétrico – Inova Energia, que conta com orçamento de aproximadamente R$ 3 bilhões, dos quais R$ 1,2 bilhão será da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O Plano Inova Energia tem como objetivo o fomento e a seleção de planos de negócios que contemplem: atividades de pesquisa, desenvolvimento, engenharia e absorção tecnológica; produção e comercialização de produtos; e processos e serviços inovadores. Dessa forma, o plano contribuirá para o desenvolvimento de empresas e tecnologias brasileiras da cadeia produtiva de redes elétricas inteligentes, energia solar e eólica, veículos híbridos e eficiência energética veicular.
"Este é um programa que promove a integração entre instrumentos, e da Finep com Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)", afirmou Glauco Arbix, presidente da financiadora.
A atuação conjunta destes três órgãos propiciará mais coordenação das ações no fomento à inovação e uma melhor integração de instrumentos de apoio à pesquisa, desenvolvimento e inovação disponíveis para o setor de energia, uma das áreas fundamentais para o desenvolvimento do País.
"As empresas selecionadas terão a oportunidade de ter acesso a crédito em condições diferenciadas, subvenção econômica e financiamento não reembolsável a pesquisas realizadas em Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), dentre vários outros instrumentos", destacou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp.
De acordo com as estimativas da Finep, o Inova Energia deverá destravar uma necessidade de financiamento de projetos estimada em R$ 1,8 bilhão para 2013. O objetivo principal do programa é gerar produtos e serviços inovadores para o mercado elétrico.
Paiss
Há, ainda, o Plano de Apoio à Inovação dos Setores Sucroenergético e Sucroquímico (Paiss), uma iniciativa conjunta do BNDES e da Finep para seleção de planos de negócios e fomento a projetos que contemplem o desenvolvimento, a produção e a comercialização de novas tecnologias industriais destinadas ao processamento da biomassa oriunda da cana-de-açúcar, que tenham a finalidade de organizar a entrada de pedidos de apoio financeiro no âmbito das duas instituições e permitir melhor coordenação das ações de fomento e integração dos instrumentos de apoio financeiro disponíveis. O programa vai disponibilizar recursos da ordem de R$ 3,3 bilhões nos próximos anos.
Etanol
Para auxiliar os financiamentos ao setor de energia por meio do Plano Inova Empresa, foram anunciados descontos em impostos sobre o etanol. Desde a quarta-feira (1º de maio), por meio de um sistema de compensação, os produtores, na prática, deixaram de pagar o PIS/Cofins. São R$ 0,12 por litro do combustível.
Existem ainda duas linhas de crédito com juros reduzidos: uma de R$ 4 bilhões para financiar o plantio de cana-de-açúcar, e outra de R$ 2 bilhões, para a estocagem do etanol. “O objetivo principal é viabilizar condições para que o setor faça mais investimentos”, diz Guido Mantega, ministro da Fazenda.
Fonte:
Financiadora de Estudos e Projetos
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