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Economia e Emprego

Vocação regional é incentivada como atividade econômica para o turismo

Turismo de Base Comunitária gera renda e desenvolvimento para comunidades locais
por Portal Brasil publicado: 25/07/2013 15h27 última modificação: 30/07/2014 00h26
Divulgação/Ministério do Turismo Práticas de turismo sustentável em territórios de comunidades quilombolas serão o tema do evento

Práticas de turismo sustentável em territórios de comunidades quilombolas serão o tema do evento

O setor do turismo possui um segmento voltado para a geração de renda e inclusão social de pequenas comunidades do País. É o Turismo de Base Comunitária, criado para transformar a vocação cultural de uma região em atividade econômica. Nesse tipo de segmento, a iniciativa busca profissionalizar o turismo por meio da própria comunidade. O Ministério do Turismo apoia a qualificação profissional e a organização das atividades da região e o Turismo de Base Comunitária gera renda e desenvolve o local, uma das ambições do Plano Nacional de Turismo (2013-2016). 

"É uma forma de gerar turismo de dentro para fora", afirma o Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Fábio Mota. O Turismo de Base Comunitária já beneficiou mais de 40 comunidades com investimentos de cerca de R$ 6 milhões desde que foi criado pelo Ministério do Turismo, em 2005. Entre os projetos que estão em desenvolvimento, destacam-se as comunidades rurais de Linha Ávila e Serra Grande, de Gramado (RS), que receberam R$ 121 mil do Ministério do Turismo para criar roteiros e organizar a produção.

 

Atividades típicas de cada região

A comunidade de Linha Ávila é conhecida pela produção de queijos e geleias exóticas, além de massas caseiras, artesanato e vinho. Já Serra Grande destaca-se pela produção de facas, mini hortaliças e flores. Os roteiros ainda estão sendo mapeados e as atividades econômicas organizadas. Em setembro, o roteiro que inclui as duas comunidades será lançado em parceria com agências de viagem. “A ideia é que o turismo acrescente valor à cultura local, mantendo as atividades típicas sem descaracterizá-las”, diz o Coordenador de Projetos de Turismo da Prefeitura de Gramado, Sidnei Pfau.

A comunidade da Costa dos Coqueiros, na Bahia, também desenvolveu um projeto de Turismo de Base Comunitária, contemplado pelo MTur. O trabalho atuou em várias frentes, durou dois anos e capacitou cerca de 900 pessoas. Entre as atividades desenvolvidas, houve o treinamento de dez jovens de escolas municipais da região, para que aprendessem a criar um mapa turístico. A iniciativa foi de uma ONG de Salvador, em parceria com outros institutos e fundações da Bahia.

Antes de iniciar o projeto, a Costa dos Coqueiros, entremeada por cachoeiras, museus e restaurantes típicos, era pouco explorada pelo turismo. Com o mapeamento dos principais atrativos e a distribuição de um guia turístico ilustrado, o destino passou a atrair mais turistas. O Ministério do Turismo investiu R$ 350 mil no projeto. 

 

Turismo de Base Comunitária



Ao apoiar as iniciativas de Turismo de Base comunitária, o Ministério do Turismo busca identificar os desafios e as potencialidades do segmento de contribuir para a diversificação da oferta turística brasileira, associada ao desenvolvimento local com a geração de trabalho e renda. A premissa que orienta esta ação tem como base o Plano Nacional de Turismo 2007-2010 quanto à proposição estratégica de associar crescimento de mercado à distribuição de renda e à redução das desigualdades regionais e sociais. Isto requer a busca de soluções que integrem as dimensões sociais, econômicas, políticas e ambientais. 

Nesta perspectiva, indivíduos de uma comunidade se reúnem para produzir de forma diferenciada, buscando alternativas de sobrevivência econômica na atividade turística, aliadas a outros fatores como a valorização do modo de vida da cultura ou a defesa do meio ambiente. As organizações produtivas com este fim podem ser vistas pelo poder público como um movimento social de resistência ao processo de expansão econômica nos moldes convencionais. 

 

Fontes:
Ministério do Turismo
IBGE

 

 

 

 

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