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Economia e Emprego

Projeto de coleta de castanha beneficia comunidades indígenas

Economia sustentável

Além de proporcionar renda aos indígenas, as atividades de coleta de castanhas contribuem para a proteção do território Yanomami
por Portal Brasil publicado: 30/08/2013 15h30 última modificação: 30/07/2014 00h26
Mário Vilela/ Funai Atividades de coleta de castanhas contribuem para a proteção do território Yanomami

Atividades de coleta de castanhas contribuem para a proteção do território Yanomami

A Fundação Nacional do Índio (Funai) firmou nos últimos meses parcerias com instituições para apoiar a coleta de castanhas como comunidade indígenas. O objetivo de construir alternativas econômicas sustentáveis. Em  junho e julho deste ano, cerca de 40 integrantes das comunidades Xikawa e Cachoeirinha realizaram a atividade de coleta e a comercialização de castanha-do-brasil na região do Ajarani, na Terra Indígena Yanomami (RR).

Com o objetivo de construir alternativas econômicas sustentáveis, a Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye`kuana (FPEYY) da Funai, a Hutukara e o Instituto Socioambiental (ISA) firmaram em 2010 uma parceria para apoiar a coleta de castanhas pelo povo Yanomami. Nesse sentido "A Frente de Proteção Etnoambiental Yanomami e Ye`kuana sempre valoriza essas iniciativas dos indígenas, uma vez que traz autonomia para a comunidade. A tendência é que eles venham aperfeiçoando cada vez mais a comercialização da castanha o que viabiliza uma ótima alternativa econômica pra aldeia. A FPEYY continuará fornecendo todo apoio necessário para esta atividade", disse Andréa Martucelli, técnica da FPEYY.

Além de proporcionar renda aos indígenas, as atividades de coleta de castanhas contribuem para a proteção do território Yanomami, com a ocupação de outras áreas da região, o que colabora tanto para a retomada do modelo de ocupação tradicional, quanto para abrandar os efeitos do confinamento territorial imposto pela ocupação não indígena na TIY.

A região do Ajarani, localizada no limite leste da TI Yanomami, foi uma das portas de entrada para a invasão do território por não indígenas, sobretudo na década de 1970, durante a construção da rodovia Perimetral Norte. O contato deixou profundas marcas nas comunidades da região, tanto por haver desorganizado o sistema produtivo, quanto pelas baixas demográficas, resultado das sucessivas epidemias de gripe e sarampo, além da incidência de malária e tuberculose.

A coleta

Esse ano, os indígenas se organizaram em quatro grupos de coleta, constituídos por relações de afinidade e parentesco, e permaneceram por quase um mês acampados próximos aos castanhais. O trabalho teve início com a limpeza dos arredores das castanheiras e a coleta dos ouriços Durante a quebra, as crianças ajudaram retirando as castanhas dos ouriços recém-abertos. Ao fim desse processo, as castanhas foram colocadas em sacos de fibra e transportadas para o acampamento, onde foram lavadas e colocadas para secagem. 

Após a coleta nos acampamentos, a castanha foi levada para as aldeias e submetida mais uma vez ao processo de secagem. Com o auxílio de um caminhão, a produção seguiu para Boa Vista para ser vendida nas feiras da cidade.

População indígena

Em 2010, o Censo Demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou 896,9 mil indígenas. Na região Norte, são 342,8 mil; no Nordeste, 232,7 mil; no Centro-Oeste, 143,4 mil; no Sudeste, 99,1 mil e, no Sul, 78,7 mil. Segundo o censo, da totalidade dos indígenas, 517,3 mil indivíduos vivem em terras indígenas e 379,5 mil em outras áreas.

Fonte:

Funai

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