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Economia e Emprego

Vendas no varejo crescem 1,9% em julho

Comércio varejista

Política federal de incentivo ao consumo influenciou alta das vendas de eletrodomésticos, responsáveis pela maior participação da taxa global do varejo
por publicado: 12/09/2013 00h00 última modificação: 30/07/2014 00h27
Divulgação/EBC As maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram na Paraíba (15,1%), Mato Grosso do Sul (11,3%), Rio Grande do Norte (10,0%)

As maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram na Paraíba (15,1%), Mato Grosso do Sul (11,3%), Rio Grande do Norte (10,0%)

No mês de julho, o comércio varejista do País cresceu 1,9% no volume de vendas (total vendido, descontado o valor da inflação) e 2,0% na receita nominal (total bruto vendido) ambas na série com ajuste sazonal, ou seja, eliminadas as datas comemorativas que impactam nas vendas, como Dia das Mães. Para o volume de vendas é o maior resultado desde janeiro de 2012 (2,8%), e para a receita nominal, é a maior variação desde junho de 2012 (2,4%).

Na série sem ajuste sazonal (incluídas as datas comemorativas), o volume de vendas cresceu 6% sobre julho de 2012, 3,5% no acumulado dos sete primeiros meses do ano e 5,4% no acumulado em 12 meses. Nas mesmas comparações, a receita nominal de vendas cresceu 13,8%, 11,6% e 12,2%, respectivamente. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

A atividade de Móveis e eletrodomésticos teve aumento de 11% no volume de vendas em relação a julho do ano passado, e foi a responsável pela maior participação (22,4%) da taxa global do varejo. O segmento vem apresentando taxas de crescimento positivas devido à política de incentivo do governo ao consumo através da manutenção de alíquotas de IPI reduzidas. Nas taxas acumuladas, as variações foram de 4,8% no ano e 7,1% em 12 meses.

Entre as dez atividades, oito têm variação positiva
Na série com ajuste sazonal, oito das dez atividades obtiveram variações positivas em volume de vendas, sendo que as variações negativas ocorreram somente em Combustíveis e lubrificantes (-0,4%) e Veículos e motos, partes e peças (-3,5%).

Já na comparação com julho de 2012, todas as atividades cresceram. Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com variação de 2,6% em julho, sobre igual mês do ano anterior, foram responsáveis pela segunda maior participação no resultado do varejo (21,8%). Nos resultados acumulados, as taxas foram de 0,6% para o acumulado dos primeiros sete meses do ano, e 3,7% no dos últimos 12 meses.

A atividade de Outros artigos de uso pessoal e doméstico registrou crescimento de 12% no volume de vendas em relação a julho de 2012, exercendo, com isto, o terceiro maior impacto (18,9%) na formação da taxa do varejo. Em termos de acumulados as variações foram de 10% no ano e de 10,7% nos últimos 12 meses.

Resultados nos Estados
Das 27 unidades da federação, apenas o Acre obteve resultado negativo, em julho, com queda de -1,7% no volume de vendas em relação ao mesmo mês do ano anterior. Os destaques em termos de taxa de crescimento foram Mato Grosso do Sul (15,7%), Paraíba (13,8%), Rio Grande do Norte (10,9%) e Rondônia (10,9%) e Pernambuco (10,7%). Quanto à participação na composição da taxa do comércio varejista, destacaram-se Paraná (8,8%), Rio Grande do Sul (7,9%) e Santa Catarina (8,0%).

Em relação ao varejo ampliado, 21 unidades da federação apresentaram variação positiva no mesmo período de comparação. As maiores taxas de desempenho no volume de vendas ocorreram na Paraíba (15,1%), Mato Grosso do Sul (11,3%) e Rio Grande do Norte (10%).

Ainda por unidades da federação, os resultados sobre o mês anterior com ajuste sazonal, para o volume de vendas, foram positivos em 21 unidades da federação, sendo destaques as taxas do Mato Grosso do Sul (6,0%), São Paulo (3,2%) e Rio de Janeiro (2,6%).

Fonte:
IBGE

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