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Economia e Emprego

Taxa básica de juros é elevada para 9,5% ao ano

Selic

Banco Central explica que o aumento vai impedir avanço da inflação. Esse é o quinto aumento desde abril deste ano
por Portal Brasil publicado: 10/10/2013 09h49 última modificação: 30/07/2014 00h33

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) subiu, nesta quarta-feira (9), a taxa básica de juros da economia de 9% para 9,5% ao ano, alta de 0,5 ponto percentual. 

Esse é o quinto aumento consecutivo da taxa Selic desde abril.  Os analistas dos bancos projetam ainda mais uma alta da taxa de juros em 2013, para 9,75% ao ano.

De acordo com o colegiado de diretores do BC, existe uma disposição de dar continuidade à elevação da taxa de juros para conter a demanda doméstica por compras e impedir o avanço da inflação, que acumula 5,86% nos últimos 12 meses.

Em nota o banco divulgou a seguinte explicação: "Dando prosseguimento ao ajuste da taxa básica de juros, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 9,50% ao ano, sem viés. O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano".

Divida Pública

De acordo com números do Tesouro Nacional, referentes a agosto deste ano, 22,6% da dívida mobiliária federal estavam atrelados à Selic. Com base nesse dado, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos calcula que cada subida de 0,5 ponto percentual na Selic equivale a acréscimo aproximado de R$ 3 bilhões/ano na dívida pública, transferidos em grande parte para os bancos, que são os maiores credores do Estado.

Histórico

A taxa básica de juros cresceu 2,25 pontos percentuais neste ano – passou de 7,25%, em abril, para os atuais 9,5% – e, de acordo com expectativas dos analistas financeiros, deve aumentar ainda mais nas próximas reuniões do Copom, no fim de novembro e em meados de janeiro de 2014, apesar do abrandamento da inflação nos últimos três meses. Os analistas acreditam que a taxa básica de juros terminará o ano em 9,75% ou 10%.

Fonte:

Banco Central

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Assunto(s): Economia, Governo federal

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